sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Prepare seu próprio cosmético com óleos essenciais

Por que cuidar da pele

É o maior órgão vital, mantendo sua saúde e bem estar de formas incrivelmente diferentes. É impermeável e pode ter num único cm² centenas de glândulas sudoríparas e receptores sensoriais para tato, calor e frio.

É um importante órgão do sistema imunológico, atuando como uma barreira de proteção contra substâncias tóxicas e micro-organismos invasores (bactérias, fungos e vírus).

Regula a temperatura do corpo, contraindo as veias e encaminhando o sangue para as temperaturas frias do corpo para preservar o calor, além de produzir suor em temperaturas quentes para esfriar o corpo através da evaporação. 

É o maior órgão sensorial, enviando mensagens neurológicas sobre tato, pressão, dor e temperatura para o Sistema Nervoso Central. A sensação é uma das funções mais importantes da pele.

Desintoxica o corpo excretando resíduos, grande parte pelas glândulas sudoríparas. Sintetiza e estoca vitamina D. Protege o corpo de danos da radiação ultra violeta pela produção de melanina. Absorve nutrientes lipossolúveis como vitamina A, D, E e K.

É um órgão metabólico. A pele está envolvida no metabolismo e queima de gorduras, e ajusta o nível de água e sais minerais do corpo através da transpiração. 

Promove o equilíbrio da saúde do corpo devida a sua propriedade de proteção, regulação da temperatura do corpo, percepção sensorial, balanço de água, síntese de vitaminas e hormônios, e absorção de nutrientes necessários para a saúde.

É um órgão dinâmico, sempre se renovando à medida em que células velhas morrem e novas células nascem. 

Da infância à vida adulta a pele se renova continuamente.


Prepare seu próprio cosmético com óleos essenciais

Escolha de 1 a 3 óleos essenciais, baseado no objetivo terapêutico a ser trabalhado. Em um recipiente limpo e esterilizado com álcool, coloque os óleos essenciais na quantidade apropriada, na dúvida use 2%. 

Feche o frasco e balance algumas vezes para ocorrer a harmonização molecular. Preencha o recipiente com a base de sua escolha (ex: creme nívea) e misture por vários minutos. A sua formulação cosmética 100% natural está pronta para uso.

Conservação: você pode adicionar 1% de Vitamina E ou 0,5% de OE Cravo na sua formulação para aumentar sua durabilidade.

Prazo de validade: estas formulações podem ter até 6 meses de validade, dependendo das condições de estocagem.

Concentração de 2%:

1 colher de sopa de óleo vegetal – 4 gotas de óleo essencial.
50ml ou 50 gramas - 22 gotas ou 1ml de óleo essencial.
100ml ou 100 gramas – 44 gotas ou 2ml de óleo essencial.
250ml ou 250 gramas – 110 gotas ou 5ml de óleo essencial.

Créditos: André Ferraz - é aromaterapeuta profissional, professor e diretor da Viver de Aromas.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Cada um de nós é uma centelha divina, uma alma, que habita num corpo físico

Por Joaquim Caeiro

Vejo a vida como um ato, parte de um grande processo evolutivo a que podemos chamar teatro, em que cada vivência, experiência ou situação é apenas o cenário ideal para dar lugar ao que se pretende a evolução da Alma. 

Se encararmos a vida dessa forma, percebemos a necessidade de ligações entre - vidas, e a forma como todo o processo assume uma continuidade sábia. 

Cada um de nós é uma centelha divina, uma alma, que habita num corpo físico. Talvez no momento em que nos deixamos de ligar a Terra e ao Coração, dividimo-nos. 

Ao observar relacionamentos e a minha própria experiência de vida chego à conclusão que o grande grupo de centelhas, ou almas que se aproximam, em tempos, fizeram parte de uma só. 

Por todo o processo evolutivo, pela missão individual e conjunta, andamos milhares de anos em reconstrução. 

Num determinado momento, após atingirmos a consciência do que somos, apercebemo-nos da forma como todos aqueles que um dia fizeram parte de nós — ou nós parte deles —, se aproximam e se ligam. Da mesma forma que uma peça de teatro precisa do ato anterior para dar seguimento à história, assim é a vida. 

Ligados por um fio condutor sábio e cósmico, antes de regressarmos à Terra, somos orientados pelo nosso guardião interno, ou guia e convidados a observar tudo o que foi a nossa vida. 

De uma forma completamente desapegada, temos consciência do que fizemos, e como simples observadores, criamos a capacidade de identificar o que devemos voltar a trabalhar. 

Escolhemos a família e todas as condições para essa tarefa e no momento em que damos início ao regresso à Terra e ao físico, esquecemos, pois tudo foi processado a nível do subconsciente. 


A esse nível — subconsciente — encontra-se todo o mecanismo que nos
permite aceder a memórias e a registros essenciais para darmos continuidade a todo o processo evolutivo na Terra. 

Mecanismo que permite estabelecer ligações, relacionar e criar aquilo a que chamamos de aprendizagem. Ao conjunto dos registros e ligações, parte de todo esse mecanismo, chamamos karma. 

Porque acontecem, na maior parte das vezes, as piores coisas às pessoas ‘boas’ e as melhores coisas às pessoas ‘más’?

Somos seres perfeitos na essência, e imperfeitos pela nossa própria designação referente à evolução. Não existem pessoas más ou pessoas boas, existem pessoas apenas! 

Habituados a uma sociedade ligada ao fado, ao sofrimento e à religião, crescemos com a ideia de que existem os bons e os maus. 

Como foi referido anteriormente, tudo não passa de uma forma que arranjamos para explicar e diferenciar comportamentos, através da palavra, e que, como em todas as áreas da vida, mais uma vez nos esquecemos disso, focalizando apenas a palavra, sem perceber o seu conteúdo ou essência de base, ou melhor, o momento antes da própria palavra! 


Mas, vamos abrir o coração e a mente e permitir-nos uma abordagem ligeiramente diferente: se pensarmos que os bons são aqueles que sofrem pelos outros, que se dedicam aos outros, que esgotam os seus recursos e acabam na miséria ou situações degradantes, em nome de Deus, de uma fé, ou de conceitos ligados ao que é correto, e os maus são aqueles que apenas pensam neles mesmos, avançam, sobem na vida, fazem de tudo para alcançar todos os seus objetivos, então estamos enganados em relação ao conceito do karma e à forma como a sua atuação os atinge.


Colhemos o que semeamos, e se semeamos falta de amor- -próprio, falta de auto- estima, falta de focalização no EU, então, só podemos colher isso mesmo. 

Sem nos apercebermos, ao proceder dessa forma, apenas estamos negando a essência e o poder interno que existe em nós. 

Aqueles que percebem e descobrem aquilo a que se chama segredo que no fundo corresponde à paz desenvolvem capacidades para atrair tudo o que sonham. 

Mas, na verdade, o grande segredo da vida é que todo esse mecanismo já existe e está em funcionamento presente em cada ser, independentemente da sua consciência e da sua direção. 

Só precisamos aprender a geri-lo e a transformá-lo, se necessário, na consciência da responsabilidade e do compromisso com o EU. 

O caminho é tornar-se o seu verdadeiro aprendiz e conseguir manter a paz e a fluidez natural da vida em cada momento.

Créditos: Joaquim Caeiro -  Life coach, professor de meditação, psicoterapeuta da alma, retiros, terapias, treinador do corpo e da alma, escritor / Revista Zen

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Bendito complexo B

Quando estamos estressados demais, nosso organismo fica mais vulnerável aos radicais livres, moléculas que danificam as estruturas celulares e podem desencadear problemas. 

Acontece que o cérebro também fica à mercê deles e, como consequência, pode ocorrer desequilíbrio nos neurotransmissores. 

Para evitar esse transtorno, a recomendação é reforçar a dieta com castanhas, ricas em selênio, e frutas dotadas de substâncias que combatam esses inimigos. 

As vitaminas do complexo B são indicadas para quem não quer ser chamado de ranzinza. 

Segundo a nutricionista Salete Brito, nesse grupo, o destaque maior fica com o ácido fólico, presente em vegetais (brócolis, cogumelos, tomate, rúcula e outras verduras de folhas verde-escuro são excelentes fontes) e que interage com a serotonina e a noradrenalina. 

Mas esses alimentos devem ser ingeridos crus, porque o calor do fogo destrói a substância.

A vitamina B6 também tem surpreendido os pesquisadores por sua atuação no cérebro. 
Ela é essencial para o aproveitamento dos carboidratos e na condução dos impulsos nervosos. 

O milho e a banana são ótimas fontes, informa a profissional. A B12 é outra a merecer lugar de honra no prato. 

Sua ação está relacionada ao alívio da depressão, e estudos mostram que a reposição é capaz de reverter esse quadro. 

Entre os alimentos ricos em B12 estão as ostras, os mariscos e a carne vermelha magra, orienta Salete. 

Os benefícios das vitaminas do complexo B completam-se com a inclusão da B1 na dieta. 

Também chamada de tiamina, é encontrada nas carnes, no pistache e no caju e é essencial na síntese de neurotransmissores relacionados ao bem-estar e na conversão de glicose em energia. Quando ela está em falta, sobra nervosismo.

Eles não podem faltar: minerais também têm influência positiva sobre o nosso humor. 

É o caso do magnésio, que aparece em cereais, oleaginosas e sementes – a de abóbora, por exemplo, é fundamental para o aproveitamento da energia que enche as células cerebrais de vigor. 

O potássio da batata, da banana, da laranja e do melão contribui para a eliminação da fadiga, e o cobre presente nas oleaginosas se une a enzimas responsáveis pelo transporte de ferro.

As oleaginosas, aliás, deveriam estar sempre à mão de quem vive aborrecido. 

Além de ricas em magnésio e cobre, elas são campeãs em selênio, especialmente a castanha-do-brasil, antes chamada de castanha-do-pará, justifica Salete. 

De acordo com a nutricionista da Unicamp, estudos demonstram que a deficiência de selênio tende a ser mais comum em pessoas sem alegria, porque o mineral auxilia na regulação do humor e é um poderoso antioxidante.

Créditos: Revista Metrópoli - Unicamp

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Iridologia - conheça um pouco sobre essa ciência

É a ciência que estuda a íris humana através de análises das alterações existentes, representadas por raios, desenhos, pontos, buracos ou mudanças de cores, revelando, assim, estados físicos e emocionais. 

Também conhecida como micro semiótica oftálmica faz parte da medicina natural, capaz de detectar perturbações orgânicas, metabólicas, nutricionais, nervosas, hormonais, dos vários órgãos e tecidos do corpo. 

Através do estudo do tecido da íris é possível ter uma visão da real situação orgânica e comportamental do paciente.

Por suas características diagnósticas e pela múltipla gama de informações que fornece ao profissional terapeuta que a utiliza, a Iridologia constitui-se em ótimo método de avaliação da saúde dos indivíduos, identificando variados males que podem acometer os seres humanos. 

A íris é composta por complexas centenas de milhares de terminações nervosas que são ligadas por impulsos a todos os tecidos do corpo, através do cérebro e do sistema nervoso. 

As fibras nervosas respondem especificamente às condições de tecidos e órgãos com um reflexo fisiológico correspondente que se manifesta na íris como lesões e variações de cores.

Uma análise completa da íris vai mostrar se a pessoa apresenta de um modo geral uma boa constituição ou não, dependendo da densidade das fibras da íris, os padrões, estruturas, cores e graus de claridade e escuridão na íris. 

Através da análise também é possível determinar irritação, lesão, degeneração dos tecidos e órgãos, desequilíbrios nutricionais e químicos. 

Após fazer a foto da íris é possível identificar e decodificar os sinais ali existentes e mapear a situação de saúde do paciente, permitindo ao terapeuta prescrever cuidados preventivos e curativos. 

Esta avaliação da saúde global pela íris permite ao terapeuta naturista condições de direcionar orientações quanto à utilização de plantas, argila, alimentação, banhos e outros meios naturais não agressivos e com resultado de recuperação orgânica e nervosa, proporcionando bem estar e saúde.

Créditos: Universal Saúde

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Poderosa oração do perdão

Por aqueles que me ofenderam

Senhor, entrego ................................... aos teus cuidados hoje. Que a Tua presença em sua vida dissipe a mágoa e restaure a paz. Faz-me ver como eu pude ter contribuído para a reação dessa pessoa comigo e mostra-me que lições preciso aprender dessa situação. Que meu imenso carinho por ................................... cresça a cada dia, não importando as fraquezas que eu venha a perceber nele (a). Ajuda-me a estar mais consciente de minhas próprias fraquezas do que das fraquezas dos outros.

Senhor, compre a promessa de Isaías 26:3. Tu, Senhor conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme, porque ele confia em Ti. Dá-me um novo coração e renova em mim um espírito reto, para que eu possa olhar para o meu ofensor através dos Teus olhos e não dos meus. Que o generoso perdão que Tu me concedes a cada dia, seja derramado sobre a vida de ..................................... e dá-lhe Tua perfeita paz. Amém.

Por aqueles a quem ofendi

Senhor, oro para que coisas boas, maravilhosas, estupendas, aconteçam a ....................................... e que ele/ela possa sentir Tua bondade tocando-lhe a vida hoje. Que o bálsamo curativo do perdão encha sua mente enquanto ele/ela pensa em mim. 

Ajuda-o a confiar plenamente em Ti e saber que, embora eu não possa reparar totalmente o dano que causei nem fazer o relógio voltar no tempo, Teu amor, bondade e graça infinita podem alcançar e cobrir o passado com Tua justiça. Que a paz que promove a compreensão tome conta de sua mente e coração. Amém.

Cortesia do Dr. Rosivaldo Silva N.H – médico ortobiomolecular. E-mail: ortobiomolecular@hotmail.com

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Cacau - da cabeça aos pés

O chocolate tem o poder de transformar momentos ruins em boas energias. Esta paixão pelo chocolate 80% “cacau”, é o protagonista deste artigo.

O cacau, contém polifenóis, entre eles os poderosos flavonoides, antioxidantes responsáveis por neutralizar os radicais livres impedindo o envelhecimento precoce da pele e prevenindo o aparecimento de doenças cardíacas e o câncer. 

Possui ação anti-inflamatória, ajuda a regular o intestino, aumenta o HDL (colesterol bom) e diminui o LDL (colesterol ruim), age no processo de oxigenação cerebral, ajuda na memória, previne o aparecimento de coágulos sanguíneos evitando a ocorrência de hipertensão arterial, ataques cardíacos e derrames. 

Os ácidos fenólicos do cacau têm ação emagrecedora, interferem na produção de leptina, o hormônio da saciedade, e seus antioxidantes previnem o acumulo da gordura nas células.

Também contém teobromina com ação diurética e estimulante do sistema nervoso central dando mais energia para realizar exercícios físicos. 

É rico em minerais: magnésio, que ajuda no  funcionamento do coração, ferro, cobre e manganês, responsáveis pelo transporte de oxigênio no sangue, cromo que auxilia nos índices de açúcar e zinco importante para a pele e o sistema imunológico. 

Possui o aminoácido triptofano, que eleva os níveis de serotonina que auxilia no controle da ansiedade aumentando a sensação de bem estar e prazer.

Em um estudo para avaliar o efeito do consumo de chocolate sobre a acne, envolvendo 65 participantes, durante 4 meses, os pesquisadores não encontraram mudança significativa na produção de acne. 

Recentemente, uma melhor atenção foi depositada nas propriedades dermatológicas de polifenóis do cacau. Mostraram contribuir para a fotoproteção do tecido interno, ao melhorar a circulação sanguínea dérmica, e afetar a superfície da pele cosmeticamente, hidratando-a. 

O consumo de cacau rico em flavonóis, durante 12 semanas, diminuiu a aspereza da pele em comparação com o cacau de baixo teor de flavonóis. 

Este efeito é potencialmente alcançado através de um aumento no fluxo sanguíneo em tecidos cutâneos e subcutâneos o que leva a uma maior densidade e hidratação. 

Em outro estudo, foi investigado os efeitos agudos de uma dose única do cacau rico em flavonóis na microcirculação cutânea. 

O consumo do cacau rico neste flavonóide aumentou o fluxo sanguíneo cutâneo e a saturação de oxigênio. 

O pré-tratamento com extrato de cacau polifenólico também tem demonstrado  uma proteção significativa contra a oxidação de células humanas submetidas a estresse oxidativo. 

Máscara hidratante caseira
Misture duas colheres de cacau em pó, um copo de iogurte natural e duas colheres de mel. Passe no rosto  e corpo.  Deixe agir de 15 a 20 minutos. Enxague com água morna e depois com água mais para fria e veja a luminosidade que a pela ganha.

Referências bibliográficas:
Araujo et al. Cacao and Human Health: from Head to Foot – A Review. Critical Reviews in Food Science and Nutrition. 2013. DOI:10.1080/10408398.2012.657921
A revista da mulher
Bambamel
Chocolate Gobeche

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

A arte de envelhecer sempre jovem

Segundo os japoneses, todo mundo possui um ikigai, o que um filósofo francês traduziria como raison d’être, razão de ser. 

Alguns encontraram seu ikigai e têm consciência dele, outros o carregam dentro de si, mas ainda o procuram.

De acordo com os nativos de Okinawa, maior ilha de um arquipélago subtropical,
onde vivem as mulheres mais velhas do planeta, o ikigai é a razão pela qual nos levantamos pela manhã.

Uma das coisas mais surpreendentes de se notar ao viver por algum tempo no Japão é como as pessoas continuam ativas, inclusive depois de se aposentarem. 

Na verdade, um grande número de japoneses nunca se “aposenta”, mas sim segue trabalhando naquilo de que gosta, a menos que a saúde não permita.

Não existe na língua japonesa uma palavra que signifique “aposentar-se” no sentido de “retirar-se para sempre”, como temos no Ocidente. 

Tal como afirma Jan Buettner, jornalista da National Geographic que conhece bem o país nipônico, “ter um propósito é tão importante nessa cultura que eles não têm nosso conceito de aposentadoria”.

Alguns estudos sobre a longevidade sugerem que ter uma vida em comunidade e um ikigai claro é tão ou mais importante do que a saudável dieta japonesa.

Essa ilha tem o maior índice do planeta de pessoas com mais de cem anos por cem mil habitantes. 

As pesquisas médicas que estão sendo desenvolvidas lá proporcionaram muitos dados interessantes a respeito das características desses seres humanos extraordinários:

Além de viverem muito mais que o restante da população mundial, é menor o seu histórico de doenças crônicas como câncer ou patologias cardíacas; enfermidades inflamatórias também são menos comuns. 

Há um grande número de centenários com um nível de vitalidade invejável e um estado de saúde que seria impensável para anciãos de outras localidades. 

Seu sangue apresenta um nível mais baixo de radicais livres, que são os responsáveis pelo envelhecimento celular, graças à cultura do chá e ao costume de se alimentar apenas até saciar 80% do estômago. 

A menopausa é muito mais suave e, de maneira geral, homens e mulheres mantêm um nível elevado de hormônios sexuais até idades muito avançadas. 

O índice de casos de demência é notavelmente mais baixo do que a média da população mundial.

As cinco zonas azuis. 

Assim são denominadas pelos cientistas e demógrafos as regiões em que há muitos casos de longevidade. 

A primeira dessas cinco zonas é Okinawa, no Japão, onde sobretudo as mulheres têm a existência mais longa — e sem doenças — do mundo. As cinco regiões identificadas e analisadas por Buettner em um de seus livros sobre as zonas azuis são:

Okinawa, Japão (sobretudo, o norte da ilha). A dieta da região inclui muitas verduras e tofu. 

Seus habitantes comem em pratos pequenos. 

Em sua expectativa de vida, além da filosofia ikigai, é importante o conceito de “moai” (grupo de amigos muito próximos). 

Sardenha, Itália (especificamente as províncias de Nuoro e Ogliastra). 

Seus habitantes consomem muitas verduras e vinho. 

Trata-se de comunidades muito unidas, o que exerce grande influência na longevidade. 

Loma Linda, Califórnia. Os pesquisadores estudaram um grupo de adventistas do sétimo dia que estão entre os mais longevos dos Estados Unidos. 

Península de Nicoya, Costa Rica. Muitos nativos passam dos noventa anos com uma vitalidade admirável. 

Grande parte dos anciãos se levanta às 5h30, sem grandes dificuldades, para trabalhar no campo. 

Icária, Grécia. Um em cada três habitantes dessa ilha próxima à costa turca tem mais de noventa anos, o que lhe valeu o apelido de “a ilha da longevidade”. 

(Para se ter uma ideia, segundo dados de 2016 do IBGE, os nonagenários não chegavam a 0,5% da população brasileira). 

Ao que parece, o segredo dos nativos remonta a um estilo de vida existente desde o ano 500 a.C.

Segundo os cientistas que compararam a vida nas cinco zonas azuis, os segredos para uma vida longa são a dieta, o exercício, ter um propósito (um ikigai) e boas ligações sociais, ou seja, muitos amigos e boas relações na família.

Essas comunidades administram bem o seu tempo para reduzir o estresse, comem pouca carne e alimentos processados e ingerem álcool com moderação.

Os exercícios praticados por seus integrantes não são extremos, mas eles se movimentam todos os dias para passear ou ir à horta. 

Os habitantes das zonas azuis preferem caminhar a usar um carro. Em todas elas, é muito comum a prática da jardinagem, que requer movimento físico diário, mas de baixa intensidade.

O segredo dos 80%. Um dos provérbios mais populares em Okinawa é Hara hachibu, que significa algo como “A barriga a 80%” e é dito antes e depois das refeições. 

A sabedoria ancestral recomenda não comer até ficar cheio. Por isso, em vez de se saciarem, obrigando o corpo a se desgastar e acelerando a oxidação celular com uma longa digestão, os nativos param de comer quando sentem que seu estômago está 80% cheio.

A dieta deles é rica em tofu, batata-doce, peixe (três vezes por semana) e muitas verduras (trezentos gramas por dia).

Os sentimentos de pertencimento e de ajuda mútua dão segurança ao indivíduo e contribuem para o aumento de sua expectativa de vida.

Referência bibliográfica
Garcia, Héctor
Ikigai : os segredos dos japoneses para uma vida longa e feliz/ Héctor García, Francesc Miralles ; tradução Elisa Menezes. – 1. ed. – Rio de Janeiro : Intrínseca, 2018.