quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Será que arroz integral é melhor que arroz branco?

Você sabia que é mínima a diferença nutricional entre o arroz branco e o arroz integral? E que para muitos especialistas, o arroz branco é considerado uma opção mais saudável? Pois é. Os mitos no reino da nutrição são muitos e bem disseminados. Contudo, basta verificar que entre todos os povos que tem o arroz como um alimento importante em sua dieta há milênios (incluindo os chineses, japoneses, indianos... absolutamente todos), nenhum destes faz uso do arroz integral. 

Todos preferem o arroz polido, que é rápido de cozinhar e leve para digerir, não roubando energia do corpo. Uma digestão leve e fácil resulta em mais energia para pensar e viver. O arroz integral tem apenas uma parcela pequena de nutrientes a mais que o branco, mas carrega consigo vários fitatos e anti nutrientes que aderem a importantes minerais e vitaminas e prejudicam a assimilação destes. 

Em primeiro lugar, é importante compreender que o levantamento reportado pela publicação parte do princípio que o indivíduo que retira ou minimiza o glúten em sua nutrição necessariamente o substitui por arroz e farinha de arroz, na mesma quantidade e frequência com a qual o indivíduo normal ingere o trigo.

De fato, devido especialmente à poluição ambiental, comer arroz em excesso nos dias de hoje pode resultar num acúmulo de arsênico no organismo. O arsênico é um metal pesado tóxico, e seu acúmulo está relacionado com o risco elevado das doenças mencionadas. O arroz é uma planta que absorve este elemento do ambiente de uma forma mais intensiva, portanto acumulando-o.

As pesquisas referenciadas pela matéria dizem respeito a ingestão exagerada de arroz (como substituto ao trigo), especialmente o arroz integral, que pode conter quantidades elevadas de arsênico.
O problema é a dieta sem glúten? A ausência do glúten pode induzir qualquer tipo de problema? Claro que não.

O glúten é uma proteína não-essencial, ou seja, não tem uma função exclusiva na Saúde do corpo humano. Comer trigo não faz diferença positiva para o organismo, não previne doenças, não traz nenhum elemento nutritivo insubstituível que você não possa obter de alimentos superiores.

É o excesso do consumo de arroz moderno, o qual infelizmente apresenta um teor relativamente alto de contaminantes em função da poluição planetária - em especial quando integral. Este é mais um motivo pelo qual eu prefiro a opção do arroz branco bem preparado (lavado e escorrido, cozido em água com um fio de óleo de coco e azeite, refrigerado por pelo menos 12 horas para que parte de seu amido se transforme em amido resistente).

O problema é o arroz? Não. É o arsênico em excesso. É a poluição moderna.
A ausência do trigo não tem nada a ver com isto.
A sugestão é substituir trigo não por grandes quantidades de farinha de arroz (ou de milho), mas por sementes oleaginosas, fibras naturais, castanhas, legumes, verduras, frutas, ovos, leguminosas, peixes (se você não for vegetariano) - ou seja, comida de verdade.

Flávio Passos, especialista em nutrição e gastronomia saudável.

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A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor. Provérbio chinês

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