segunda-feira, 24 de julho de 2017

Corpo - o todo e as partes

“O ser humano é indivisível! Ele não pode ser entendido através da análise separada de suas diferentes partes.”

Buscar olhar o ser humano como indivisível, reforçar o pensamento de que ele se desenvolva e tenha equilíbrio em todos os níveis: físico, mental e emocional. Uma pessoa fisicamente bem apresenta mais disposição, energia e vitalidade para desempenhar as atividades da sua vida, como o trabalho. Nessa mesma linha, quando há também o equilíbrio emocional, em geral, essa mesma pessoa apresenta-se motivada, com mais entusiasmo.

E uma vez despertada e compartilhada essa consciência holística, todas as relações estabelecidas devem estimular o respeito à vida, à saúde e à beleza.
O corpo humano é uma máquina perfeita e expressa nossas ansiedades, desejos e conquistas de forma natural. Afinal, é através dele, que demonstramos tudo, nossos sentidos, as experiências que adquirimos ao longo da vida e nossa história. 

É nosso meio de nos entendermos. O organismo nos indica a melhor maneira de agir, contudo, para sabermos o que ele quer dizer, devemos sentir e estarmos em constante sintonia com ele, fazendo-o estar em perfeito funcionamento. 

Quando uma pessoa está fisicamente bem, sente-se melhor consigo mesmo, fica mais fácil de encontrar equilíbrio necessário para uma vida mais saudável. O corpo é sábio e necessita de cuidados especiais. E é essa preocupação com o corpo, que motiva a busca através de insumos naturais alinhados com a consciência de que o corpo em harmonia é a ferramenta essencial para ter saúde e bem-estar.

Texto adaptado - Revista Galena

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Alho – sem medo

Como escolher?
Confira o aspecto: pó preto é indício de traça.
Dentes amarelados com manchas amarronzadas na casca são sinais de ácaro.
A consistência precisa ser firme. Cabeças ou dentes chochos indicam que o alho é velho e já perdeu mais água do que deveria.
Observe também o tom dos dentes. Cor clara indica alho jovem. Coloração amarelada e película começando a enrugar são sinais de que vai estragar logo.

Como guardar?
Não ponha alho na geladeira para não diminuir o aroma e sabor. O ideal é guardá-lo em temperatura ambiente e longe da luz.
Não deixe envelhecer. Quanto mais velho, mais pungente, porque há maior concentração de ácido pirúvico.

Processado ou fresco?
Alho processado (amassado com sal e comprado pronto) terá bem menos pungência que alho fresco, amassado na hora.

Com cebola
Ao refogar alho e cebola juntos, ponha o alho por último. Ele tem menos água e vai cozinhar mais rápido. Se desejar um aroma mais suave, substitua o óleo ou azeite por manteiga (ghee). Leve o alho ao fogo na frigideira ainda fria e desligue antes de dourar.

Cheiro nas mãos e hálito
Para tirar o cheiro de alho das mãos, basta deixá-las embaixo da torneira (sem esfregar) por 40 segundos. Em seguida, lave com sabonete. Não esfregue as mãos antes da lavagem: o alho é absorvido pela pele e o cheiro fica.

Para disfarçar o hálito de alho cru, não há milagre. Consumir alimentos frescos, como salada, salsinha, maçã e kiwi, ajuda bastante.

Preparo
Pungência: para aumentar, amasse-o no pilão ou pique-o finamente.
Cru: é quando preserva toda sua potência e, quanto mais picado, mais forte será o sabor. Tire o germe e deixe para cortar pouco antes de servir. Lavar bem os pedaços, elimina os compostos acres de enxofre.

Frito: para não passar do ponto e amargar, ponha o alho em manteiga ou óleo frios. Quando chiar, tire do fogo. Não deixe dourar: ele continuará fritando por alguns segundos fora do fogo.
Cozido: assim, o alho ganha outra personalidade. Fica dócil, macio, sem o “caramelo” do alho assado.
Assado: ao desidratar, os açúcares acabam com a pungência. O resultado é um caramelado que combina com carne e batata. O sabor doce não lembra em nada o do alho cru.

Jornal Estadão espresso / Bambamel

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Albumina recupera a pele danificada

A albumina é uma proteína de alto valor biológico, ou seja, ela contém os nove aminoácidos essenciais (leucina, lisina, isoleucina, metionina, fenilalanina, treonina, valina, triptofano e histidina) necessários para a reconstrução muscular, e “Recuperação da pele danificada” como diz o Dr. Rômulo Mene (cirurgião plástico). Além desses nutrientes a albumina também é rica em vitaminas do complexo B, potássio, fósforo e ferro. 

A medicina tradicional usa a albumina também através de emplastros para os casos de queimaduras, feridas com difícil cicatrização e úlceras. Ela auxilia na criação de um novo tecido e formação da camada epitelial. Além de ser excelente para ajudar o corpo a construir músculos, a albumina (clara de ovo), que é rica em colágeno, pode ser uma grande aliada da beleza. 

O mais interessante é que esses benefícios não estão ligados somente a ingestão da clara, mas também ao seu uso sobre a pele como a matéria-prima de alguns tratamentos estéticos faciais e corporais. A albumina (clara de ovo) que é aplicada sobre o rosto em máscaras faciais deixa a pele mais firme e com um toque aveludado pelo fato de conter colágeno que é a substância que dá sustentação a pele. 

Também tem um papel importante para o rosto uma vez que tem um grande poder cicatrizante e ainda possui um efeito tensor que ajuda a deixar a pele mais lisa e menos flácida.

Outros benefícios para a pele
É rica em vitaminas A e E assim como do zinco, selênio e magnésio que tem propriedades antioxidantes. Isso ajuda a prevenir o envelhecimento precoce da pele. Além de possuir as substâncias zeaxantina e luteína, carotenóides importantes porque têm efeito antioxidante.  Ainda ajuda a fechar os poros da pele devido a lisozima.

Contra indicação: somente se tiver reação alérgica a albumina.

Texto de Luciana Marques

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Almôndegas de lentilha - Fernanda Scheer

Em vez de carne moída, lentilhas: uma maneira gostosa e surpreendente de servir essas sementes, ricas em nutrientes e vitaminas.

Ingredientes (rende 8 porções)
3 colheres (sopa) + 1 colher (chá) de azeite de oliva
1 cebola picada
3 dentes de alho picados
1 colher (sopa) de linhaça
1 ovo
300 g de lentilhas verdes cozidas
1 e ¼ colher (sopa) de ervas (manjericão seco + orégano)
¼ de xícara (chá) de salsinha
1 colher (sopa) de extrato de tomate
5 colheres (sopa) de queijo parmesão
Sal rosa do himalaia e pimenta a gosto
Farinha de aveia para polvilhar
Molho de tomate

Preparo: aqueça uma frigideira em fogo médio. Quando estiver quente, adicione uma
colher de sopa de azeite, a cebola e o alho. Refogue até dourar ligeiramente.
Em seguida, retire do fogo e reserve. Em um processador de alimentos, adicione a linhaça, o ovo, as lentilhas cozidas, uma colher de chá de azeite, a cebola e o alho refogados, as ervas secas, a salsa, o extrato de tomate, o queijo parmesão e uma pitada de sal e pimenta. Bata, misturando até mesclar tudo, mas não a ponto de virar um purê: deixe um pouco de textura. Prove e ajuste os temperos conforme necessário. 

Acrescente mais sal e pimenta ou ervas para dar sabor, parmesão para um sabor de queijo ou para secar, ou mais azeite para umedecer. Se a mistura ficar muito molhada, adicione um pouco de farinha de aveia até atingir uma consistência um pouco mais seca. Use uma colher de sopa para pegar colheradas. Com cuidado, forme bolas com as mãos. Para facilitar, polvilhe as mãos com um pouco de farinha de aveia.

Aqueça a frigideira em fogo médio e coloque o restante do azeite. Coloque as almôndegas e gire para que fritem de maneira uniforme. Reserve. Preaqueça o forno a 190° C. Forre uma assadeira com papel-manteiga. Transfira as almôndegas para a forma e termine o cozimento no forno por 10 a 15 minutos.
Tire do forno e sirva com o molho de tomate quente.

A nutricionista Fernanda Scheer sempre está em busca de receitas saudáveis e funcionais, como a dessas deliciosas almôndegas de lentilha.
Elas são ricas em fibras, diminuem a absorção das gorduras e promovem a desintoxicação do organismo. “Além de funcional, essa receita é bastante versátil. Você pode substituir a lentilha por grão-de-bico, por exemplo”, conta. Além da lentilha, a receita tem linhaça, famosa por proteger o coração e prevenir o diabetes.

Créditos: Gastronomia Angeloni–  Texto e imagens - Equipe Angeloni 

terça-feira, 11 de julho de 2017

A sabedoria de uma celebridade

Se você quer conhecer o caráter de um homem de a ele fama ou poder...
Conheça um pouco além do que aparece nas telonas. Keanu Reeves é um nome comum na cultura pop nos últimos 20 anos. Ele não é aquele ator que você acredita que um dia vai ganhar um Oscar. Mas seus filmes são queridos e muito desse sucesso se deve ao carisma do Reeves.
Nasceu no Líbano, mas morou parte de sua infância no Canadá. Tem múltiplas ascendências, inclusive, é descendente de portugueses, chineses, irlandeses e havaianos (por parte de pai e mãe). O certo é que ele nasceu em uma família problemática. O pai foi preso quando ele tinha em torno de 12 anos por tráfico de drogas e sua mãe era stripper
Sua família libanesa se mudou para o Canadá e ele teve vários padrastos. Em 1993, ele lidou com a morte do melhor amigo, o ator River Phoenix, irmão de Joaquim Phoenix, que sofreu uma overdose em frente a casa noturna Viper Room, de Los Angeles, onde Johnny Depp se apresentava com Flea, do Red Hot Chili Peppers, no palco. Reeves viu seu melhor amigo morrer na sua frente.
Em 1999 veio a grande surpresa: Keanu seria pai. O bebê, fruto de um relacionamento com Jennifer Syme, deveria nascer em dezembro do mesmo ano. Apesar da gravidez, o casal decidira não se casar, mas Keanu comprou uma casa para Syme em Los Angeles e acompanhou sua gravidez de perto. Há apenas poucos dias do nascimento, descobriu-se em um ultra-som que o bebê, uma menina cujo nome escolhido seria Ava, havia morrido no ventre de Jennifer.
No mês de abril de 2001, Jennifer sofreu um acidente de carro em Los Angeles e morreu instantaneamente. Os dois, apesar de não estarem mais namorando após a morte de Ava, eram amigos próximos. Alguns especulam, embora sem nenhuma confirmação da parte de Keanu, que ambos caminhavam para uma reconciliação pouco antes do acidente. O fato é que Keanu ficou arrasado.
Desde então, ele evita relacionamentos sérios e nunca casou ou teve filhos
No ano seguinte após a morte de Jennifer, Kim, sua irmã mais nova, que já vinha lutando contra um tipo agressivo de leucemia e estava em remissão há alguns anos, voltou a apresentar sintomas da doença. Mas se recuperou. Keanu doou cerca de 70% do que ganhou com a trilogia Matrix (US$ 182 milhões) para entidades e hospitais que tratam da doença. Ele estava muito rico, ganhando cerca de US$ 20 milhões por filme, mas nunca foi muito apegado:
 "O dinheiro não significa nada para mim. Eu fiz muito dinheiro, mas eu quero curtir a vida e não me estressar construindo minha conta bancária. Nós todos sabemos que uma boa saúde é muito mais importante".
Ele também tem uma fundação para financiar pesquisas do câncer e hospitais de câncer. 
"Eu tenho uma fundação privada funcionando há cinco ou seis anos, e ajuda hospitais infantis e pesquisas do câncer. Eu não gosto de atribuir o meu nome a ele, eu apenas deixei a fundação fazer o que ela faz".
Keanu Reeves morou alguns meses na rua junto com os sem-teto, para se colocar no lugar dos mesmos, puramente por vontade própria. Em um de seus aniversários, ele estava sozinho e foi até uma loja de doces, comprou um bolo e sentou-se ali perto para comer. Cada vez que um fã parava e conversava com ele, Keanu dividia um pedaço de seu bolo
Em 2011 ele escreveu um livro chamado Ode to Happiness (Ode à Felicidade, em tradução livre), obra que mescla poesia e imagens. Ele traz uma coleção de desenhos de Alexandra Grant ilustrando um poema de 15 versos escritos por Reeves. Ao contrário do que o título sugere, não se trata de um guia para encontrar a vida perfeita. Aliás, ele mesmo escreve que “chega de procurar a felicidade!”. A obra encoraja as pessoas a seguirem em frente, desfrutando de suas vidas imperfeitas. Reeves convida o leitor a aceitar, de uma vez por todas, a ressignificar as próprias dores.
Não é possível vê-lo apenas por uma ótica. Keanu Reeves é uma exceção em um reino de vaidades e badalações, tentando levar uma vida normal, como qualquer um.


As mensagens impactantes de Keanu Reeves nos faz repensar sobre a vida. Dizeres rodaram o planeta atraindo a atenção de muita gente. Confira algumas:
01“Realmente não posso e não quero fazer parte de uma sociedade onde o homem veste a sua mulher de maneira vulgar, a fim de mostrá-la para os outros."

02"Onde não existem conceitos de honra e dignidade, e costumamos confiar em quem pronuncia um “eu te prometo”, que na maioria das vezes nem sequer se cumpre."

03"Uma sociedade em que as mulheres tomam a decisão de não ter filhos e os homens de não formar uma família."

04"Um mundo onde os perdedores acreditam que são bem-sucedidos, só porque dirigem o carro de seu pai, e que esse pai, só para ter um pouco de poder, tenta mostrar que você é inútil."

05- "Todos os dias eu me pergunto o que acontece com essa sociedade, onde as pessoas dizem que acreditam em Deus com um copo de álcool em suas mãos, mas não entendem nem conhecem sua própria religião."

06"Uma sociedade na qual o conceito de ciúme é considerado vergonhoso e a modéstia é considerada uma desvantagem. Uma sociedade na qual o amor vai sendo deixado de lado, mas ainda assim todo mundo quer ter alguém a seu lado."

07"Um mundo onde as pessoas arrumam e enfeitam seu carro, não poupando dinheiro ou tempo, mas acabam sendo tão pobres, que somente um carro caro pode esconder isso."

08"Onde os jovens desperdiçam o dinheiro dos seus pais em casas noturnas, imitando sons primitivos pelos quais as meninas acabam se apaixonando por eles."

09-"Onde faz muito tempo que não há diferença entre homens e mulheres e onde isso é chamado de liberdade de escolha… mas para aqueles que optam por um caminho diferente, cria-se um estigma e são chamados de déspotas atrasados."

10- "Finalmente escolhi o meu caminho, mas lamento não ter encontrado compreensão naquelas pessoas que eu queria”.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Copaíba – cuidado com os dentes

Um estudo revelou que a copaíba possui atividade inibitória contra a bactéria causadora de cáries, o S. mutans, em concentração baixíssima. Esta bactéria acidifica a boca, desmineralizando os dentes, degradando o cálcio. A redução desta bactéria é a maior estratégia preventiva contra a infecção. 

O glutonato de clorexidina foi usado como controle positivo, um antisséptico químico usado em produtos dentais, como enxaguantes e géis, e em tratamentos de gengivite, periodontite e halitose, mas não é indicado para uso frequente pois pode causar manchas e alterar o paladar, segundo especialistas da área.

O estudo avaliou o potencial antimicrobiano contra a bactéria, com testes em diversas concentrações, encontrando a concentração mínima capaz de inibir o crescimento da bactéria com o óleo de copaíba.

Possibilidades de uso: 1 gota na escova de dentes. Escovar e enxaguar.
Opção 2: colocar 30 gotas de óleo de melaleuca em 60 ml de óleo de copaíba e usar 1 gota na escova de dentes.

Giseli Fernandes – química e pesquisadora de óleos essenciais. Responsável técnica da empresa Phytoterápica.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Esfoliante de limão e gengibre para as mãos

As mãos são uma das partes do corpo que mais sofrem com a exposição solar, pois estão constantemente visíveis e expostas, o que ocasiona o aparecimento das primeiras manchas senis. Uma mão sem cuidado algum pode ficar com uma aparência envelhecida mais rapidamente que a face.

Além de ser ótimo para queima de gordura, o gengibre é um santo remédio natural para manter a pele brilhosa, saudável, tonificada, livre de acne e do envelhecimento precoce.

Ingredientes (receita adaptada)
2 colheres (sopa)  de açúcar mascavo
1 colher (sopa) de mel
½  sumo de limão
1 colher de sobremesa de gengibre fresco ou em pó

Modo de preparo: rale o gengibre e coloque em uma tigela (se você optar pelo gengibre fresco), em seguida, adicione o limão, o açúcar e o mel. Por fim, misture tudo muito bem e passe o esfoliante nas mãos suavemente.
Cuidado, o limão mancha. Este procedimento deve ser feito à noite. É importante também a utilização de um óleo puro ou nutrientes específicos para o cuidado das mãos, que além de proteger e hidratar, nutrir, proporcione rejuvenescimento. Após remover por completo o esfoliante, massageie as mãos com óleo 100% natural (amêndoa doce, semente de uva, germe de trigo ou óleo de macadâmia).
Receita: Lar Natural 

quarta-feira, 28 de junho de 2017

A ditadura da beleza: mais de 98% das mulheres não se vêem belas

Por dr. Augusto Cury

Vivemos aparentemente na era do respeito pelos direitos humanos, mas, por desconhecermos o teatro da nossa mente, não percebemos que jamais esses direitos foram tão violados nas sociedades democráticas. Estou falando de uma terrível ditadura que oprime e destrói a auto-estima do ser humano: a ditadura da beleza. Apesar de serem mais gentis, altruístas, solidárias e tolerantes do que os homens, as mulheres têm sido o alvo preferencial dessa dramática ditadura. 

Cerca de 600 milhões de mulheres sentem-se escravas dessa masmorra psíquica. É a maior tirania de todos os tempos e uma das mais devastadoras da saúde psíquica. O padrão inatingível de beleza amplamente difundido na TV, nas revistas, no cinema, nos desfiles, nos comerciais, penetrou no inconsciente coletivo das pessoas e as aprisionou no único lugar em que não é admissível ser prisioneiro: dentro de si mesmas. 

Tenho bem nítida na mente a imagem de jovens modelos que, apesar de supervalorizadas, odiavam seu corpo e pensavam em desistir da vida. Recordo-me de pessoas brilhantes e de grande qualidade humana que não queriam frequentar lugares públicos, pois se sentiam excluídas e rejeitadas por causa da anatomia do seu corpo. Recordo-me dos portadores de anorexia nervosa que tratei. Embora magérrimos, reduzidos à pele e ossos, controlavam os alimentos que ingeriam para não "engordar". 

Como não ficar perplexo ao descobrir que há dezenas de milhões de pessoas nas sociedades abastadas que, apesar de terem uma mesa farta, estão morrendo de fome, pois bloquearam o apetite devido à intensa rejeição por sua auto-imagem? Essa ditadura assassina a auto-estima, asfixia o prazer de viver, produz uma guerra com o espelho e gera uma auto-rejeição profunda.

Inúmeras jovens japonesas repudiam seus traços orientais. Muitas mulheres chinesas desejam a silhueta das mulheres ocidentais. Por sua vez, mulheres ocidentais querem ter a beleza incomum e o corpo magríssimo das adolescentes das passarelas, que frequentemente são desnutridas e infelizes com a própria imagem. Mais de 98% das mulheres não se vêem belas. Isso não é uma loucura? Vivemos uma paranóia coletiva. Os homens controlaram e feriram as mulheres em quase todas as sociedades. 

Considerados o sexo forte, são na verdade seres frágeis, pois só os frágeis controlam e agridem os outros. Agora, eles produziram uma sociedade de consumo inumana, que usa o corpo da mulher, e não sua inteligência, para divulgar seus produtos e serviços, gerando um consumismo erótico. Esse sistema não tem por objetivo produzir pessoas resolvidas, saudáveis e felizes; a ele interessam as insatisfeitas consigo mesmas, pois quanto mais ansiosas, mais consumistas se tornam. 

Até crianças e adolescentes são vítimas dessa ditadura. Com vergonha de sua imagem, angustiados, consomem cada vez mais produtos em busca de fagulhas superficiais de prazer. A cada segundo destrói-se a infância de uma criança no mundo e se assassina os sonhos de um adolescente. Qualquer imposição de um padrão de beleza estereotipado para alicerçar a auto-estima e o prazer diante da autoimagem produz um desastre no inconsciente, um grave adoecimento emocional. 

Auto-estima é um estado de espírito, um oásis que deve ser procurado no território da emoção. Cada mulher, homem, adolescente e criança deveriam ter um caso de amor consigo mesmos, um romance com a própria vida, pois todos possuem uma beleza física e psíquica particular e única. Essa frase não é um jargão literário pré-fabricado, mas uma necessidade psiquiátrica e psicológica vital, pois sem auto-estima os intelectuais se tornam estéreis, as celebridades perdem o brilho, os anônimos ficam invisíveis, os homens transformam-se em miseráveis, as mulheres não têm saúde psíquica, os jovens esfacelam o encanto pela existência.

Em breve encerraremos nossa vida no pequeno "parênteses" do tempo que nos cabe. Que tipo de marcas transformadoras vamos imprimir no mundo em que vivemos? Precisamos deixar ao menos o vestígio de que não fomos escravos do sistema social, de que vivemos uma existência digna e saudável, lutando contra uma sociedade que se tornou uma fábrica de pessoas doentes e insatisfeitas. É necessário fazer uma revolução inteligente e serena contra essa dramática ditadura. Os homens, embora também vítimas dela, são inseguros para realizá-la.  

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Mentiras... Falsidade

A mentira e a falsidade são duas coisas realmente lamentáveis. São capazes de destruir tudo no seu caminho, de devastar os bosques mais povoados e de fazer cair as torres mais altas.
O mais triste da hipocrisia e do engano é que eles nunca vêm dos nossos inimigos, nem das pessoas desconhecidas. Como é de esperar, tudo isso dói. E muito. 

Quando nos enganam, o pior de tudo não são as mentiras em si, mas o que se leva com elas.
Quando um sentimento tão importante como a confiança se quebra, algo em nosso interior morre. Isso acontece porque a mentira põe em dúvida mil verdades, fazendo com que questionemos, inclusive, as experiências nas quais mais acreditávamos.

Uma só mentira muda tudo
Tanto a mentira quanto a falsidade são em grande medida, uma questão de hábito. Há muitas pessoas que são hábeis nessa “arte” e que mantêm a todos enganados de uma maneira verdadeiramente assombrosa.
Como já sabemos, a mentira regular pode chegar a constituir um problema psicológico sério. Essas pessoas costumam vender fumaça a qualquer preço, sem nenhum outro estimulo mais do que o de enganar. 

Outras vezes, a mentira pode estar “justificada” como um engano na ação, mas não na intenção. É o que costumamos chamar de mentiras piedosas, pois consideramos que a verdade causará mais dano do que a mentira. Há quem sustente que qualquer tipo de mentira está apoiada em ralações de má qualidade, mas o certo é que o ser humano, em ocasiões, não costuma valorizar mais as cores do que o preto e branco.

Com o tempo tudo se descobre
A mentira e o engano têm sempre data de vencimento, pois são necessárias muitas circunstâncias para se sustentarem. Isso acaba se tornando uma espiral de enormes dimensões, que o mentiroso não pode administrar. Ou seja, assim que uma mentira sai da sua boca, você deixa de controlar grande parte dela.

Mas, embora seja muito difícil que uma mentira se sustente no tempo, é bem normal que nos mantenham enganados.  Pode ser que tenhamos muitos indícios, mas o mais provável é que os vínculos afetivos que mantemos com os mentirosos, nos ceguem.

A mentira e a falsidade, duas feridas profundas na alma
Trair as pessoas que gostam de você, é um dos atos mais detestáveis que o ser humano pode fazer. É difícil superar uma traição, pois ela possui a capacidade de destruir por completo nosso mundo. Uma pessoa traída é mais que uma pessoa machucada. 

É alguém que ficou sem seu norte, que perdeu sua bússola, que não compreende, que sente uma confusão angustiante, que vê seu lar desmoronando, que não sabe onde guardar seus sentimentos e que se acha profundamente burra. Alguém que tem que começar do zero, reconstruir seus muros, retroceder um duro caminho e tapar os buracos. É alguém que, com feridas de morte, tem que se reanimar e não sabe como.

Curar as feridas que a traição provocou
Com o passar do tempo,  é muito provável que a raiva e a impotência que sentíamos no principio se transformem em pena por tudo aquilo que se esvaiu, se quebrou ou se murchou. 

É nesses momentos que poderemos começar a curar nossas feridas e valorizar a lealdade. Superar isso leva um tempo, mas para fazê-lo é preciso perdoar a nós mesmos  e deixar de nos torturar por aquilo que pensamos que poderíamos ter evitado. Dessa forma, conseguiremos fazer as pazes com o mundo e voltar a confiar. Se em algum momento fizeram mal a você, não se castigue pensando que todo mundo é igual.  

Fazer isso seria como acreditar que, porque você ganhou na loteria um dia, vai ganhar toda vez que jogar. Valorize a lealdade e afaste-se das mentiras. Não se culpe e perdoe a si mesmo, pois a falta de honestidade é uma oportunidade muito boa para crescer e escolher melhor quem você quer ao seu redor.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Tudo que você precisa saber para escolher o seu azeite de oliva

Embalagem
A principal função da embalagem é a correta preservação das qualidades e características do produto, além de torná-lo atraente e trazer informação para o consumidor. No caso do azeite de oliva, os principais fatores que provocam alterações de suas características ao longo do tempo são a luz, a temperatura, o oxigênio e a umidade. 

A embalagem que oferece melhor proteção a estes quatro fatores é a garrafa de vidro escura, seguida da lata e da garrafa de vidro transparente. A vantagem do vidro escuro sobre a lata é por ser um isolante térmico (“barreira ao calor”) melhor do que o metal da lata. A lata, após aberta para uso, também apresenta maior risco de ação do oxigênio e da umidade, em função de que nem todas as apresentações de embalagem de lata apresentam sistema adequado de fechamento.

Validade
O prazo de validade do azeite varia entre doze meses a três anos de sua data de fabricação, dependendo da marca/empresa do fabricante. Diferentemente do vinho, as características e intensidades de sabor e aroma se mantêm melhor preservadas e são melhores percebidas quando o azeite de oliva é “novo”, ou seja, quando consumido em data mais próxima de sua fabricação.

Tipo de envase
Geralmente os azeites engarrafados pelos próprios produtores têm uma qualidade superior do que os produtos engarrafados pelos comerciantes, que somente envasam o produto. Uma forma simples de verificar esta questão é pela análise das informações do rótulo, que indicam se o produto é somente distribuído, ou envasado, ou produzido e envasado pela empresa detentora da marca. Azeite produzido e envasado (ou engarrafado) por um produtor, no país de origem da marca, é um indicador, apesar de não ser uma certeza, de que o azeite apresenta melhor qualidade.

Acidez
Apesar da acidez ser um fator importante na classificação do azeite, não sinaliza se o produto é melhor em sabor, aroma e intensidade. A “acidez do azeite” está relacionada ao teor de ácidos graxos livres e não com a percepção sensorial do consumidor de “sabor ácido” presente em alguns alimentos como, por exemplo, a laranja. A acidez do azeite não é detectada na degustação do produto. 

No processo de obtenção do azeite, produtos com até 0,8% de acidez são classificados, em termos de parâmetros químicos, preliminarmente como “Extra Virgem”, sendo que a sua definição final é acompanhada por uma avaliação organoléptica, denominada prova ou degustação. 

Esta prova é realizada por “experts” em azeites, denominados “catadores ou provadores” (na Espanha e Portugal) ou “assagiatores” (na Itália), que avaliam se o produto não apresenta nenhum defeito, ou atributo negativo, do ponto de vista sensorial, como sabor e/ou aroma fermentado, rançoso, metálico, etc. 

Para ser considerado “Extra Virgem”, o produto deve ter até 0,8% de acidez e “zero defeito” organoléptico/sensorial, sendo este o tipo de azeite que tem melhor preservadas as suas qualidades de aroma e sabor. Entretanto, não obrigatoriamente, azeites de acidez menor, por exemplo, 0,2% de acidez, são melhores do que produtos com acidez maior, por exemplo, 0,7%. Esta informação, acidez até 0,8%, é um indicativo de que, todas as etapas de processamento (maturação da azeitona, colheita do fruto, limpeza, extração e embalagem), foram realizadas de forma adequada. 

Em função disto, é natural que bons azeites tenham baixa acidez. A acidez não tem qualquer relação com a intensidade do sabor e características de aroma de um azeite, sendo possível encontrar azeites com baixa acidez com pouco aroma e sabor e também azeites com acidez mais alta com sabores e aromas mais marcantes. 

Afirmar que um azeite com 0,2% de acidez é melhor do que um azeite com 0,8% de acidez seria o equivalente a afirmar que um vinho com 13% de graduação alcoólica é melhor do um vinho com 9%. Pode ser correto ou incorreto. Azeites que apresentam algum defeito sensorial e/ou com acidez até 2% são denominados “Azeite Virgem” ou “Virgem Fino”.

Azeites com acidez acima de 2% não são adequados para o consumo, sendo que estes produtos são submetidos a um processo químico, denominado “refino”, o qual reduz a acidez do produto adequando-o ao consumo. Entretanto, este processo também remove as substâncias aromáticas e de sabor, bem como os antioxidantes naturais, pigmentos de cor e as vitaminas do azeite. 

Nesta fração refinada do azeite, normalmente, se adiciona uma pequena quantidade de azeite extra virgem e/ou virgem fino, para repor um pouco de sabor, aroma e cor ao produto final. Estes azeites são denominados comercialmente como “Azeite de Oliva”, “Azeite Tradicional” ou “Azeite Refinado”.

País de origem
Países de origem com tradição na produção de azeite é outro importante fator indicativo de qualidade. Aproximadamente 90% do azeite consumido no Brasil é da Espanha, Portugal e Argentina, sendo que azeites de países como Itália, Grécia e, mais recentemente, do Chile, também já têm boa aceitação. 

A Espanha é um dos maiores produtores mundiais e seus azeites são consumidos em todo o mundo.  Como no vinho, cada país possui centenas de variedades de azeitonas produzidas em regiões com características específicas de micro clima e solo, que podem ser combinadas de diversas maneiras, produzindo azeites com características sensoriais próprias. 

Atualmente, diversas marcas/fabricantes de azeites estão disponibilizando ao consumidor produtos com variedades diferentes de azeitonas, de regiões distintas de seu país, bem como de momentos diferentes da colheita, em alguns casos denominados como “azeite novo” ou “azeite da primeira colheita”. Nem sempre o fato da marca do azeite ser originária de um determinado país garante que o azeite foi produzido naquele país. 

Na Itália, por exemplo, que consome e exporta mais do que produz, há diversas empresas que importam azeites de outros países e envasam com marcas italianas, obtendo produtos de boa qualidade, mas não são necessariamente azeites obtidos de azeitonas produzidas na Itália. 

Pela análise dos rótulos do azeite pode-se certificar se o produto é do país da marca, observando expressões como, por exemplo, “Produto Espanhol”, ou “Este produto cumpre as especificações do país de origem”, “Embalado na origem”, ou “Denominação de Origem Protegida (D.O.P.)”, o que assegura que aquele azeite é de origem conhecida (país e/ou região).

Cor
O que define as características sensoriais de um azeite, como o sabor, o aroma e suas respectivas intensidades, são dezenas de compostos presentes na azeitona, que são resultantes da variedade, maturação do fruto no momento do processamento, bem como das condições do micro clima e do terreno em que a oliveira está localizada. 

As condições climáticas podem influenciar no desenvolvimento da azeitona e, consequentemente, nas características do azeite obtido deste fruto. A cor verde do azeite está associada à maior ou menor presença de clorofila (pigmento natural de cor verde), que não influi na qualidade sensorial do azeite, eventualmente confere notas sensoriais mais amargas. 

Normalmente, azeites mais verdes são obtidos de azeitonas processadas nas etapas iniciais da colheita e podem ter sabor e aroma associados a “frutos verdes”, como erva cortada, banana verde e maçã verde. A cor do azeite pode variar de intensidade entre o verde intenso e o amarelo ouro e normalmente está associada ao estágio de maturidade do fruto: cor de azeite mais verde, obtido de azeitona mais verde; cor de azeite mais amarelada pode significar azeitona mais madura.

Variedade
As diferentes variedades de azeitona conferem a cada azeite uma personalidade própria, com sutis variações em suas características de aspecto, aroma e sabor que podem se adequar mais harmonicamente com o tipo de prato em que é utilizado ou a preferência particular de sabor do consumidor. A seleção do tipo de azeite de maneira apropriada realça de forma ainda mais agradável o prato a ser degustado. 

Algumas marcas de azeites informam em seus rótulos as variedades de azeitona que compõem o produto, podendo ser produzido a partir de diversos tipos de azeitonas, denominado de multivarietais, ou ter como fonte apenas uma única variedade – azeites monovarietais. Produtos que não se mencionam as variedades em seus rótulos geralmente são multivarietais. 

Os azeites multivarietais possuem características próprias, inerentes a cada marca e geralmente se adaptam a uma utilização mais abrangente em termos gastronômicos, principalmente quando não há menção das variedades que o compõem. Entretanto, azeites multivarietais que informam a composição das variedades utilizadas apresentam características sensoriais mais personalizadas, que indicam melhores adequações de uso em sua utilização nos pratos. 

Os azeites monovarietais propiciam uma indicação mais perceptível das suas diferenças de intensidades e características de sabor e aromas.
É importante analisar a preparação do prato: se o azeite é “frito”, ou “cozido” junto com o alimento, ou é utilizado em pratos crus, como saladas, ou na finalização de quentes, quando é adicionado sobre o alimento. 

Quando da preparação de um prato quente, cozido ou frito, o azeite será aquecido junto com o alimento em fogo alto e perde muito de seu sabor e aroma. Em pratos crus ou na finalização de pratos quentes, a harmonização é mais perceptível, pois as suas características de aroma e sabor são melhor preservadas.

Degustação
Depois de observados os fatores que levam à escolha do azeite no ponto de venda, a melhor forma de analisar as características de sabor e aroma é pela degustação. Como no caso do vinho, cada pessoa possui gostos e preferências próprias na avaliação do azeite e somente a experimentação de diferentes variedades de azeites possibilita a criação de uma “memória sensorial” das diferenças e características dos diversos tipos e auxilia a definir aquele de sua preferência. 

Como degustar
Coloque aproximadamente 20 ml de azeite num copo pequeno (ou o equivalente a 1/3 aproximadamente do copo) Na sequência, tampe o copo com uma das mãos e segure por baixo com a outra, durante um pequeno intervalo de tempo, o que possibilita um leve aquecimento do azeite, devido à transferência de calor do corpo para o produto, favorecendo a melhor percepção dos compostos voláteis do azeite, responsáveis por seus aromas.  

Com movimentos circulares do copo, movimente o azeite no seu interior Destampe o copo e inspire suave e lentamente analisando as notas aromáticas do azeite, bem como as suas intensidades. Os compostos voláteis do azeite, responsáveis por seus aromas característicos, são denominados como aromas “FRUTADOS”, pois estão associados com notas aromáticas de frutos. 

Apesar da existência de dezenas de notas aromáticas que podem caracterizar um azeite, podemos considerar uma “faixa” de aromas que compreende seis tipos de aromas característicos e de fácil percepção, como “erva cortada”, banana verde, maçã verde, tomate, nozes e amêndoas. Nesta etapa, também são observadas as intensidades das notas aromáticas, que auxiliam a identificar a evolução do azeite. 

Exemplo: se é um azeite “jovem”, resultante de azeitonas colhidas no início da safra, tende a apresentar notas aromáticas mais próximas de “erva cortada” e banana verde ou mais “maduro”, resultante de azeitonas mais maduras, com notas aromáticas mais próximas de nozes e amêndoas. Azeites consumidos mais próximos de sua data de fabricação tendem a ter aromas mais intensos do que quando próximo de seu término de validade.

Créditos: Borges Alimentos

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