quinta-feira, 27 de abril de 2017

Ovo: uma escolha nutritiva

O ovo é uma escolha nutritiva e a ciência afirma que é benéfico à saúde. O ovo é um dos alimentos mais nutritivos da natureza e excelente fonte de proteína de alta qualidade. Quase todos os nutrientes que o corpo necessita podem ser encontrados no ovo. Possui 13 vitaminas essenciais e minerais, proteínas de alta qualidade, gorduras insaturadas (saudáveis) e antioxidantes, com apenas 70 calorias. O pacote de benefícios do ovo é extenso.

Um ovo grande contém:
Nutrientes: 6g Proteínas (3g na clara e 3g na gema) 5g Gorduras 28mg Cálcio 317 mg Vitamina A 1mg Ferro 0,55 mg Zinco + de 13 Vitaminas (D, E e K e as de complexo B: B1 – tiamina, B2 – riboflavina, B3 – niacina, B5 – ácido pantotênico, B6 – piridoxina, B9 – ácido fólico e B12 – cianocobalamina).

Calorias: 66 - ovo pequeno (45 a 50g)
             75 - ovo grande (55 a 60g)
             84 - ovo extragrande (60 a 66g)

Características do ovo: Seguido do leite materno, o ovo é considerado o alimento mais completo. É de fácil preparo, digestão e absorção e supre carências de vários nutrientes, incluindo vitamina B12. É indicado para o controle ou perda de peso, pois reduz a ingestão de gorduras, carnes e outros alimentos altamente calóricos. É também um alimento acessível de baixo custo e fonte de nutrientes e de proteínas.

Propriedades do ovo:
Casca: rica em cálcio. O pó da casca de ovos enriquecidos administrados na alimentação de idosos com osteoporose resultou em melhora da densidade mineral óssea. Curiosidade: A cor da casca indica apenas a raça da galinha. 

Clara (porção gelatinosa do ovo): fonte de proteína. Rica em albumina, indicada para pessoas que necessitam de reposição eficiente de proteínas (praticantes de exercícios, por exemplo) e como complemento de dietas de emagrecimento ou deficientes de fontes proteicas. 

Gema (parte amarela e central do ovo): rica em nutrientes, como vitaminas e sais minerais. Responsável pelo mito do colesterol, contudo, estudos revelam que o consumo de ovos não aumenta o colesterol sanguíneo, fato este observado em grupo de pessoas que consumia quatro ovos por semana. A gema é fonte de ferro, colina, ácido fólico, lecitina, biotina (depressão), antioxidantes, luteína, vitaminas B, E, entre outros.

Utilização dos ovos: 
Os ovos são largamente utilizados na preparação de alimentos como
Aglutinante: fornece textura suave e uniforme (por exemplo, em patês); 
Anticristalizante: a clara evita a cristalização de açúcares nos alimentos (por exemplo, coberturas, suspiros etc.); 
Aromatizante: confere aroma especial e é essencial para o preparo de massas e de confeitos; 
Coagulante: fundamental em alimentos que precisem ser “ligados” (por exemplo, bolos, almôndegas, crepes etc.); 

Corante: luteína e zeaxantina conferem propriedades corantes ao ovo, muito apreciado na culinária; 
Emulsificante: a lecitina confere ao ovo equilíbrio entre o óleo e a água, indispensável no preparo de molhos, maioneses e confeitos para bolos; 
Espumante: mediante a emulsão de água e ar, qualidade esta apresentada em maior quantidade na clara, mas, podendo ser utilizado o ovo inteiro para fazer espuma.

Benefícios à saúde:
Alergias: o ovo é rico em zinco, auxiliando no combate a algumas alergias.
Alzheimer: o ovo possui alta concentração de fosfatidilcolina, serina e vitamina B12 que auxiliam na recuperação da memória. O ovo melhora o quociente de inteligência em crianças (Pesquisa da FAO – 1996). É essencial na nutrição de idosos. 
Artrites: o ovo atua como antiinflamatório e possui pequena quantidade de ômega 3. 

Crescimento e desenvolvimento: a PQQ (pirrolo, quinonina quinona) é encontrada no leite materno e no ovo (clara e gema). Portadores de Alzheimer, Parkinson e demência senil diminuem a produção de PQQ. Degeneração macular senil ou cegueira da idade: a ingestão diária de 1,3 da gema de ovos evita o surgimento da doença.

Doenças cardiovasculares: eleva o HDL - colesterol (bom) por possuir elevada quantidade de lecitina, impedindo que o colesterol se deposite nas artérias; no intestino, participa da formação da bile, mobilizando triglicerídeos e diminuindo a formação de colesterol. 
Alimentação de Atletas: a inclusão de ovos na dieta ajuda a suprir a necessidade de proteínas. 
Infecções infantis: relacionadas às bactérias, fungos e vírus são minimizadas com a inclusão na dieta diária de ovos, fortificando o sistema imunológico a partir dos 12 meses de idade. 

Gestação e amamentação: o ovo fornece vitaminas do complexo B, ácido fólico, essencial para o desenvolvimento do tubo neural do feto. 
Osteoporose: o carbonato de cálcio oriundo da casca de ovo é bem absorvido pelo organismo, promovendo maior densidade osseomineral. 
Parkinson: o ovo fornece cisteína (176mg por unidade), um poderoso antioxidante que auxilia na prevenção e no tratamento da doença de Parkinson.

A Ovos Brasil – entidade sem fins lucrativos – foi criada em 2007 e tem como missão expandir os conhecimentos sobre o ovo como fonte nutricional e seus benefícios especiais para a saúde.

Créditos: revista Insumos – funcionais e nutraceuticos

terça-feira, 25 de abril de 2017

Será que não temos algo grande que sirva para alguém?

A jovem trabalhava como voluntária numa loja de roupas usadas, um brechó de um hospital. Certo dia, conta ela, adentrou a loja uma certa senhora bastante obesa.
Logo a atendente pensou, entristecida: Puxa... Ela não vai encontrar nada na numeração dela...

A partir daquele momento, ficou bastante apreensiva, conforme observava a senhora passando de arara em arara, procurando algo. Pensava numa forma de evitar que a cliente se sentisse mal, uma vez que tinha certeza de que não encontraria nada que lhe servisse.

Não queria que ela se sentisse excluída e nem que a questão de seu sobrepeso viesse à tona, deixando a estranha sem jeito.
Fez, então, uma breve oração, pedindo uma luz para se sair bem daquela situação delicada, evitando que a senhora passasse por qualquer tipo de humilhação naquele momento.

Foi quando o esperado aconteceu. A cliente se dirigiu à jovem e afirmou, um pouco entristecida e constrangida:
É... Não tem nada grande, não é?
E a jovem, que até aquele instante não soubera o que fazer, abriu os braços de uma ponta a outra e lhe respondeu, sorrindo:
Quem disse?? É claro que tem! Olha só o tamanho deste abraço! - E a abraçou com muito carinho.

A loja toda parou para observar a cena inusitada e bela.
A senhora, pega de surpresa, entregou-se àquele abraço acolhedor, deixou-se tomar por algumas lágrimas discretas e exclamou:
Há quanto tempo ninguém me dava um abraço...
Depois de alguns instantes, buscando se recompor, ainda emotiva, finalizou a conversa breve dizendo:
Não encontrei o que vim buscar, mas encontrei muito mais do que procurava...

Inspirados nesta singela passagem, poderíamos perguntar:
Será que dentro de nós, procurando nos baús de nossa intimidade, nas prateleiras da alma, também não podemos encontrar algo grande que sirva para alguém?
Somos aprendizes, sim. Muito nos falta de bagagem moral e intelectual, mas muito já temos para oferecer. Quem não tem condições de dar um abraço sincero?

Quem não consegue alguns minutos de sua semana para dedicar a algum tipo de trabalho voluntário?
Quem não está apto a proferir uma palavra de estímulo, um elogio, um voto de sucesso ou de pazTemos todos algo grande dentro de nós: o amor maior em estado de latência, a assinatura do Criador em nossas almas perfectíveis.

O que temos de bom não precisa ser guardado a sete chaves conosco. A candeia precisa ser colocada sobre o alqueire para que brilhe para todos.
Brilhe, assim, a nossa luz, sem economia e sem medo. Há tantos que precisam dela...
Não deixemos passar um dia sequer sem ter sido importantes na vida de alguém, na história de um ser que respira ao nosso lado.
Haverá dia em que finalmente entenderemos o que é viver como irmãos na Humanidade inteira.

Créditos: Redação do Momento Espírita com base em depoimento anônimo, colhido na Internet.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Frustrado

“A inveja é o alimento da frustração. A crítica do frustrado sempre será mais dura sob aqueles a quem inveja.” (Harville Hendrix)
Frustração é o estado daquele que se sente impedido, por si mesmo, por outros ou por alguma coisa, de atingir satisfação diante de uma exigência pulsional. Por certo é um dos sentimentos mais perniciosos que podemos abrigar em nosso coração, pois vai gerando outros sentimentos cada vez mais fortes, chegando até à violência. 

Aliás, segundo o Dr.  Salem Nasser, professor da Fundação Getúlio Vargas, a violência presenciada em atos terroristas é gerada em grande parte pela frustração (artigo: Protestos são por frustração de povos muçulmanos com os EUA. Revista Brasileiros. 16/09/2012).

Querer estar no lugar do outro, ter a oportunidade do outro, ter feito as escolhas que o outro fez, ter seguido a carreira que o outro seguiu e sentimentos semelhantes a esses são em geral o alimento da frustração. E, por esse motivo, a crítica sobre aquele a quem invejamos sempre será mais dura. 

Não é incomum ouvirmos histórias sobre pessoas que sempre usaram o seguinte argumento para criticar o outro: “se eu estivesse no lugar dele faria isso ou teria feito aquilo”. O que se esconde por trás disso? Inveja. Junto vem a frustração; uma pessoa frustrada sofrerá muito e por certo fará os outros sofrerem.

É bastante difícil trabalhar (ou conviver, estar casado, etc.) com pessoas frustradas, pois o negativismo e a acidez se tornam comuns em seu comportamento; com isso, sua forma de ver a vida é afetada diretamente. 

Nada está bom para o frustrado, comenta Harville Hendrix (livro Getting The Love You Want), que sugere um verdadeiro tratamento de choque para vencer a frustração e a inveja. Seria algo do tipo “caia na real, você não é o outro e não fez as escolhas dele nem teve as oportunidades dele”. Na impossibilidade de retornar no tempo, a pessoa frustrada precisa urgentemente curar-se, no sentido de aceitar que as escolhas feitas levam as pessoas a lugares diferentes. 

As oportunidades que cada um teve, e como lidou com elas, foram diferentes e produziram situações diferentes. E o mais chocante: o universo de cada um é único. Ou seja: se o frustrado estivesse no lugar daquele a quem inveja, nada garante que ele teria tido mais sucesso ou teria agido de maneiras diferentes.

Você está onde está por um motivo, e a oportunidade que tem nesse lugar deve ser aproveitada ao máximo. Gastar energia e motivação pensando no que você faria no lugar do outro é no mínimo perder tempo e alimentar mágoas. 

Não permita que a inveja torne sua visão de mundo negativa nem te leve a criticar de modo superlativo aqueles que estão no lugar onde você gostaria de estar. Em vez disso, ajude e faça valer o conhecido provérbio: “Devo florescer onde fui plantado”. E, cada um florescendo, por certo todos serão beneficiados.

Créditos: Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

segunda-feira, 17 de abril de 2017

As cores e a cromoterapia

O estudo da cor é fascinante, já que essa tem grande influência sobre nós. A cor não tem existência material, é apenas uma sensação provocada pela ação da luz sobre o olho. Daí, pode-se dizer que a existência da cor está intimamente ligada aos elementos luz e olho.
A cromoterapia é um tratamento terapêutico baseado em cores que podem ajudar a curar moléstias que se apresentam em nosso corpo físico. Através de suas cores energéticas, reestabiliza o equilíbrio do organismo, obtendo-se a cura.

O significado das cores
Cada parte do nosso corpo está relacionada com as cores do espectro, portanto, dependendo da moléstia, necessitamos tratar essa parte com sua cor vibracional correspondente. Conheça abaixo alguns significados, segundo especialistas:

Amarelo: ativador da circulação e sistema nervoso. Reativador, desintegrador de cálculos, purificador do sistema e útil para a pele.
Rosa forte: desobstruidor e cauterizador das veias, vasos e artérias e eliminador de impurezas no sangue.

Rosa: ativador, acelerador e eliminador de impurezas do sangue.
Laranja: energizador e eliminador de impurezas no sangue.
Amarelo forte: fortificante do corpo, age em tecidos internos.

Verde forte: anti-infeccioso, antisséptico, e regenerador.
Verde: limpeza, vasodilatador e relaxante dos nervos.
Azul forte: lubrificante das juntas e articulações.
Azul: sedativo, analgésico, regenerador celular dos músculos, nervo, pele e aparelho circulatório.

Índigo: anestésico, coagulante e purificador da corrente sanguínea. Limpa as correntes psíquicas.
Violeta: sedativo dos nervos motores e sistema linfático, cauterizador das infecções e inflamações.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A coluna e o salto

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O salto alto é símbolo de elegância e sensualidade para as mulheres, porém, seu uso constante pode prejudicar a saúde. Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, USP, comprova que o salto alto causa danos ao alinhamento postural e ao equilíbrio músculo-articular de meninas ainda em fase de crescimento. A maior parte das queixas de dor nas costas nos consultórios médicos vem do sexo feminino. Salto alto, bolsa e má postura são fatores que podem desencadear uma série de desconfortos, mas são facilmente resolvidos com a mudança de alguns hábitos diários.

Os especialistas recomendam que o uso do salto alto seja feito de forma não constante, alternando com o uso de outros calçados para que os efeitos nocivos sejam minimizados.

Efeitos nocivos do salto alto:
Pés e tornozelos: os calçados de salto alto obrigam a flexão do tornozelo, causam a sobrecarga do ante pé e o afastamento dos pés, provocando dores e disfunções nessas estruturas.

Coluna: o salto alto promove o aumento da lordose lombar, ou seja, da curva existente na parte inferior da coluna, e posiciona a pelve em anteversão (bumbum empinado) deslocando o corpo para frente e provocando alteração postural.

Joelhos: ficam mais próximos um do outro e passam a sofrer com dores decorrentes da sobrecarga. A rótula também padece porque é desviada para dentro.

Marcha: por causa da sobrecarga nas articulações, nos músculos e nos ossos, ocorrem mudanças no padrão do andar. Para se equilibrar, as usuárias diminuem o tempo em que o pé fica em contato com o solo durante a caminhada, sobrecarregando os músculos e comprometendo o alinhamento da coluna.

Calcanhar: fica virado para dentro, fazendo com que a usuária descarregue o peso do corpo na parte de fora dos pés.

Créditos: UmaRevista ( Paulo Roberto da Silva / Mara Silvia Gallo)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Nutrição em cores

Branco
Cebola, couve-for, alho: as hortaliças brancas possuem predominância de flavonóides, selênio e organossulfurados. Essas substâncias atuam contra processos inflamatórios e alergias; fortalecem os sistemas imunológico e circulatório; e protegem contra doenças crônicas associadas ao envelhecimento.

Verde
Brócolis, alface, rúcula: as hortaliças verdes apresentam uma série de nutrientes:
pró-vitamina A, luteína, vitamina B2, vitamina B5, vitamina B9, vitamina C, vitamina K, cálcio, ferro, magnésio e potássio. No geral, elas auxiliam no crescimento e na manutenção da pele, ossos, cabelos e visão; contribuem para os sistemas digestório, nervoso, imunológico e sexual; e reduzem o colesterol e o risco de doenças cardiovasculares.

Amarelo alaranjado
Melão, abóbora, cenoura: as hortaliças com essas tonalidades contêm pró-vitamina A, vitamina C, carotenoides e flavonóides. O bom funcionamento dos sistemas imunológico e sexual e a proteção contra doenças cardíacas e certos tipos de câncer estão entre os benefícios gerados pelas hortaliças desta cor. Assim como as hortaliças verdes, também contribuem para o crescimento e para melhoria da visão e da pele.

Vermelho
Tomate, pimentão, melancia: as hortaliças vermelhas são ricas em licopeno, vitamina C e ácidos fenólicos. Entre os benefícios para a saúde estão: redução do risco de câncer (próstata, estômago, mama); manutenção da saúde da pele, gengivas e vasos sanguíneos; formação de colágeno; redução do colesterol, do risco de aterosclerose e de doenças cardiovasculares; e fortalecimento do sistema imunológico.

Roxo
Berinjela, repolho roxo, cebola roxa, beterraba: A tonalidade roxa indica a presença de antocianina, uma substância com propriedades anticancerígenas que também atua na preservação da memória e na proteção contra doenças do coração. Entre as hortaliças deste grupo, a beterraba especificamente ajuda na redução da pressão arterial e na melhoria do sistema circulatório.


Créditos: Revista Embrapa Hortaliças

terça-feira, 4 de abril de 2017

8 sinais e sintomas de deficiência de vitamina D que podem estar custando caro para sua saúde

A Vitamina D é extremamente importante para o corpo humano. Ela é essencial para a execução de mais de 85 funções já definidas, além da ativação de mais de 2000 genes importantes.
Essencial para a vida… E mesmo assim, os níveis de deficiência são altíssimos, assim como os sintomas relacionados.

O que é, para que serve e de quanto precisamos?
Diferente das outras vitaminas, a Vitamina D funciona como um hormônio, e todas as células do corpo tem um receptor para ela. Compare em perspectiva com a frutose, hoje considerada um dos principais venenos para a Saúde, tão indesejável para o corpo que nenhuma célula tem receptor para a mesma – exceto o fígado, para eliminar a mesma.

O corpo produz a Vitamina D a partir do colesterol, quando a pele é exposta à luz solar, convertendo o colesterol na tão importante vitamina. Isso mesmo: sem colesterol não há Vitamina D. Ainda considera o colesterol um inimigo da saúde?
Também é encontrada em certos alimentos, como peixes e produtos lácteos enriquecidos, no entanto, a dieta é uma fonte inadequada para a Vitamina D. O ideal seria realmente banhar-se no sol com regularidade, coisa que a maioria de nós não faz nesta realidade moderna em que passamos a maior parte de nosso tempo em ambientes fechados.

A ingestão diária recomendada oficial é geralmente em torno de 400-800 UI, mas os grandes especialistas são unânimes em afirmar que precisamos de maior quantidade.
A deficiência de Vitamina D é bastante comum. Estima-se que cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo têm baixos níveis de vitamina D no sangue, e isto considerando os baixos índices considerados “suficientes” pelas medições oficiais.

De acordo com um estudo de 2011, 41,6% dos adultos nos EUA são deficientes. Este número sobe para 69,2% em hispânicos e 82,1% em afro-americanos. Ou seja: quanto mais escura a pele, mais tempo de sol é necessário.

Estes são fatores de risco comuns para a deficiência de vitamina D:
Ter a pele escura e não passar um tempo bom sob o sol.
Estar acima do peso ou obeso. 
Viver longe do equador, onde há pouco de sol durante o ano.
Sempre usar protetor solar quando sair (sim, protetor solar interfere na síntese de Vitamina D).
Passar a maior parte do tempo dentro de ambientes fechados.

As pessoas que vivem perto do equador e se expõem frequentemente ao sol raramente apresentam deficiências, pois a pele é capaz de produzir vitamina D suficiente para satisfazer as necessidades do corpo. Este é, aliás, o caminho ideal para obter este tipo de nutrição.
A maioria das pessoas não percebe a deficiência, uma vez que os sintomas são geralmente sutis. Você pode não percebê-los facilmente, mas estar alerta para os mesmos pode te ajudar a evitar pagar o alto preço cobrado por uma deficiência de Vitamina D3 – como ossos fracos e quebradiços, problemas imunes, cognitivos e muitos outros.

Aqui estão 8 sinais e sintomas da deficiência de vitamina D.

1. Ficar doente ou contrair infecções com frequência

Um dos papéis mais importantes da vitamina D é manter o sistema imune forte, capaz de lutar contra os vírus e bactérias que causam doenças.
A vitamina D interage diretamente com as células que são responsáveis por combater as infecções.

Se você adoece com frequência, especialmente com resfriados ou gripe, os níveis baixos de vitamina D podem ser um fator contribuinte decisivo.
Vários estudos têm mostrado uma ligação entre a deficiência e infecções das vias respiratórias como resfriados, bronquite e pneumonia.
Inúmeros estudos demonstraram que tomar suplementos de vitamina D em doses de pelo menos 4.000 UI por dia (10 vezes mais que a recomendação oficial) pode reduzir o risco de infecções do sistema respiratório.


Em um estudo com pessoas com doença pulmonar crônica (DPOC), apenas os que estavam severamente deficientes em vitamina D experimentaram um benefício significativo depois de tomar um suplemento de dose alta durante um ano.

2. Fadiga e cansaço

Sentir-se cansado o tempo todo pode ter muitas causas (desidratação crônica é uma delas) e a deficiência de vitamina D pode ser um delas. Estudos de casos têm mostrado que os níveis sanguíneos muito baixos podem causar fadiga, com grave efeito negativo na qualidade de vida.

Num dos casos, uma mulher que se queixava de fadiga diurna crônica e dores de cabeça, foi encontrado um nível de concentração de apenas 5,9 ng / ml no sangue. Esta concentração é extremamente baixa, já que qualquer valor abaixo de 20 ng / ml é considerado como deficiente.

Ao tomar um suplemento de vitamina D, o seu nível aumentou para 39 ng / ml e seus sintomas desapareceram.
No entanto, mesmo que os níveis sanguíneos não sejam extremamente baixos pode haver impacto negativo sobre os níveis de energia.
Um grande estudo observacional analisou a relação entre a vitamina D e fadiga em mulheres jovens.

O estudo descobriu que as mulheres com níveis sanguíneos menores que 20 ng / ml ou 21-29 ng / ml eram mais propensas a queixar-se de fadiga do que aquelas com níveis sanguíneos maiores do que 30 ng / ml.
Outro estudo observacional feito com enfermeiras encontrou uma forte ligação entre níveis baixos de vitamina D e relatos de fadiga. Os pesquisadores ainda descobriram que 89% das enfermeiras eram deficientes.

3. Dor nos ossos e nas costas

A vitamina D contribui para manter a saúde dos ossos através de inúmeros  mecanismos.
Um deles é fazer com que o corpo absorva melhor o cálcio.
Dor nos ossos e nas costas podem ser sinais de níveis inadequados de vitamina D no sangue.

Estudos encontraram uma relação entre a deficiência e a dor lombar crônica.
Um estudo examinou a associação entre os níveis de vitamina D e dor nas costas em mais de 9.000 mulheres de mais idade.
Os pesquisadores descobriram que aquelas com deficiência estavam mais propensas a dores nas costas, inclusive dores que limitavam suas atividades diárias.
Em um estudo controlado, pessoas com deficiência de vitamina D tinham quase duas vezes mais chances de sofrer dor óssea em suas pernas, costelas ou articulações em comparação com aqueles que apresentavam os níveis normalizados no sangue.

4. Depressão

Em estudos de revisão, pesquisadores relacionaram a deficiência de vitamina D à depressão, particularmente em adultos mais velhos.
Em uma análise, 65% dos estudos observacionais encontraram relação entre baixos níveis sanguíneos e depressão.
Alguns estudos controlados demonstraram que administrar vitamina D para pessoas com deficiência ajuda a melhorar a depressão, incluindo a depressão sazonal, que acontece durante os meses mais frios do ano.

5. Dificuldades de cicatrização

Cicatrização e recuperação lenta após cirurgias ou lesões pode ser um sinal de que os níveis de vitamina D estão muito baixos.
Resultados de um estudo de tubo de ensaio sugerem que a vitamina aumenta a produção de compostos que são cruciais para a formação de novos tecidos, como parte do processo de cicatrização de feridas.

Um estudo em pacientes que sofreram cirurgia dental descobriu que certos aspectos do processo de cura foram comprometidos pela deficiência de vitamina D.
Também foi sugerido que a vitamina D desempenha importante papel no controle de inflamações e no combate à infecções. Uma análise examinou pacientes com infecções nos pés decorrente de diabetes.

Foi constatado que as pessoas com deficiência grave de vitamina D estavam mais propensas a apresentar níveis mais elevados de marcadores inflamatórios, indicando maior dificuldade para o processo de cura.
Infelizmente, ainda há muito pouca pesquisa sobre os efeitos de suplementos de vitamina D na cicatrização de feridas em pessoas com deficiência.
No entanto, um estudo verificou que quando  pacientes deficientes em vitamina D com úlceras na perna foram tratados com a vitamina, o tamanho das úlceras foi reduzido em 28%, em média.

6. Perda óssea

A vitamina D desempenha um papel fundamental na absorção de cálcio e no metabolismo ósseo.
Muitas mulheres com mais idade que são diagnosticadas com perda óssea acreditam que precisam tomar mais cálcio. No entanto, elas podem também estar com deficiência de vitamina D.
A baixa densidade mineral óssea é uma indicação de que o cálcio e outros minerais foram retirados dos ossos. Isto faz com que as pessoas mais velhas, principalmente mulheres, apresentem maior risco de fraturas.

Em um grande estudo de observação com mais de 1.100 mulheres de meia idade na menopausa ou pós-menopausa, os pesquisadores encontraram forte ligação entre níveis baixos de vitamina D e baixa densidade mineral óssea.
No entanto, um estudo controlado descobriu que as mulheres que estavam deficientes em vitamina D não experimentaram melhorias significativas na densidade mineral óssea quando tomaram suplementos de altas doses, mesmo com os níveis sanguíneos apresentando melhoras.

Independentemente destes resultados, a ingestão adequada de vitamina D e uma ótima concentração nos níveis sanguíneos são uma boa estratégia para proteger a massa óssea e reduzir os riscos de fraturas.

7. Perda de cabelo

A queda de cabelo é muitas vezes atribuída ao estresse, que certamente é uma causa comum.
No entanto, quando a perda de cabelos é grave, pode ser resultado de uma doença ou  de uma deficiência de nutrientes.
A queda de cabelo em mulheres tem sido associada a níveis baixos de vitamina D, embora pouca pesquisa tenha sido realizada.

Alopecia areata é uma doença auto-imune caracterizada por grave perda de cabelos e pelos em outras partes do corpo. Está associada ao raquitismo, que é uma doença que enfraquece enormemente os ossos, principalmente em crianças, devido à deficiência de vitamina D.
Níveis baixos de vitamina D estão ligados ao aparecimento da alopecia areata e podem ser um fator de risco para desenvolver a doença.

Um estudo descobriu que, dentre pessoas com alopecia areata, aquelas que apresentaram perda mais grave de cabelo tinham também os níveis mais baixos de vitamina.
Em um estudo de caso, a  aplicação tópica de vitamina D sintética apresentou sucesso no tratamento de perda de cabelo em um menino com um defeito nos receptores de vitamina D.

8. Dor muscular

As causas de dor muscular são muitas vezes difíceis de detectar.
Existem algumas evidências de que a deficiência de vitamina D pode ser uma causa potencial de dor muscular em crianças e adultos.
Em um estudo, 71% das pessoas com dor crônica apresentaram deficiência.
O receptor de vitamina D está presente em células nervosas chamadas nociceptores, que sentem dor.

Um estudo em ratos mostrou que a deficiência causa dor e sensibilidade celular devido à estimulação dos nociceptores nos músculos.
Alguns estudos descobriram que tomar altas doses de suplementos de vitamina D pode reduzir vários tipos de dor em pessoas deficientes.
Um estudo com 120 crianças com deficiência de vitamina D que apresentavam dores de crescimento constatou que uma única dose da vitamina reduziu o nível de intensidade da dor em média de 57%.

Corrigir uma deficiência de Vitamina D é simples

A deficiência de vitamina D é incrivelmente comum e pode passar despercebida.
Isso porque os sintomas são muitas vezes sutis e não específicos, é difícil saber se eles estão sendo causados por níveis baixos de vitamina D ou por outras razões.
Se você desconfia que pode ter uma deficiência, é importante falar com o seu médico e examinar seus níveis sanguíneos.

Felizmente, uma deficiência de vitamina D é geralmente fácil de corrigir. Você pode aumentar sua exposição ao sol ou simplesmente tomar um suplemento.
A Vitamina D3 tem sinergia com a Vitamina K2, razão pela qual sugere-se que ambas sejam tomadas juntas.
Corrigir a deficiência é simples, fácil e traz grandes benefícios para a sua saúde. Prosperidade nutricional é fundamental para o corpo manifestar sua Saúde e Beleza.

Créditos: Flávio Passos – Acesso dia 31/03/2017

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