quarta-feira, 14 de maio de 2014

Os cinco ritos tibetanos – A Fonte da Juventude

Os cinco antigos ritos tibetanos são a chave para a vitalidade, saúde e juventude perenes. 

Por milhares de anos esses ritos, aparentemente mágicos, ficaram secretamente guardados nos mais remotos templos do Himalaia.

Quando, você começar a praticar os cinco ritos, procure ter duas certezas em mente. Primeiro, saiba que você é uma pessoa especial, que pode ver além dos pensamentos e opiniões limitadas dos outros. 

Segundo, saiba que você merece ter seus mais caros desejos realizados, até mesmo a vontade de possuir uma renovada vitalidade e juventude. Os que no fundo se acreditam indignos e não merecedores são aqueles que parecem jamais colher as benesses da vida.

O corpo tem sete centros de energia, que poderiam ser chamados vórtices. Os hindus os denominam chacras. Trata-se de poderosos campos energéticos, invisíveis aos olhos, mas cuja existência é indiscutível. Os sete vórtices controlam as sete glândulas do sistema endócrino, e estas, por sua vez, regulam todas as funções do corpo, inclusive o processo de envelhecimento.

O primeiro vórtice (denominado chacra genésico) situa-se na base da espinha; o segundo (o chacra gástrico), na região do baixo-ventre, abaixo do umbigo; o terceiro (o chacra esplênico), acima do umbigo e abaixo do peito; o quarto (o chacra cardíaco), no centro do peito; o quinto vórtice (o chacra laríngeo) fica na região da garganta; o sexto (o chacra frontal), no centro da testa, entre as sobrancelhas. E o sétimo, o vórtice mais elevado (o chacra coronário), localiza-se no alto da cabeça.

Num organismo sadio, todos esses vórtices giram a grande velocidade, fazendo com que a energia vital, também chamada prana ou energia etérea, flua, subindo pelo sistema endócrino. Os sete vórtices energéticos do corpo controlam as sete glândulas endócrinas.

Quando todos os vórtices energéticos giram em alta velocidade e sincronizadamente, o organismo goza de saúde perfeita. Quando um ou mais vórtices perdem. a velocidade, ocorrem o envelhecimento e a deterioração física.

Rito 1
Rito número 1
O primeiro rito é muito simples.  É feito com o propósito expresso de aumentar a velocidade dos vórtices. As crianças costumam fazê-lo quando brincam. De pé, os braços estendidos, as mãos com a palma voltada para baixo, gire em sentido horário. 

Para diminuir a tontura, você pode agir como os dançarinos ou patinadores. Antes de começar a girar, focalize a vista num único ponto a sua frente. À medida que for começando a girar, continue fixando esse ponto até onde for possível. Ele acabará saindo do seu campo de vista. Quando isso acontecer, vire a cabeça bem rápido e volte a fixá-lo. Esse ponto de referência lhe permitirá ficar menos desorientado e menos tonto.


Rito 2




Rito 2a


Rito 2b












Rito número 2
Uma vez deitado de costas, estenda os braços ao longo do corpo e vire as palmas das mãos para o chão, mantendo os dedos fechados. Então, erga a cabeça do chão, encostando o queixo no peito. Ao mesmo tempo, vá levantando as pernas, com os joelhos retos, até ficarem na vertical. Se possível, deixe as pernas descerem para trás, ficando sobre a cabeça, mas não dobre os joelhos. Depois, vagarosamente, abaixe a cabeça e pernas, mantendo os joelhos firmes, até voltar à posição inicial. Deixe os músculos relaxarem e depois repita o rito. A cada repetição, estabeleça um ritmo de respiração: inspire profundamente ao erguer as pernas e a cabeça; expire todo o ar dos pulmões ao baixá-las. Entre as repetições, enquanto você relaxa os músculos, continue respirando na mesma cadência. Quanto mais profundamente respirar, melhor.

Rito3
Rito número 3
Ajoelhe-se no chão com o corpo ereto e os braços estendidos paralelamente ao corpo. As palmas das mãos devem ficar encostadas na lateral das coxas. Incline a cabeça para a frente, até o queixo tocar o peito. Depois, atire a cabeça para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, arqueando o corpo. Nesse movimento você se escorará nas mãos que se apoiam nas coxas. Feito isso, volte à posição original e comece de novo o rito.

Rito 3a
Como no Rito 2, você deve estabelecer uma respiração ritmada. Inspire profundamente quando arquear a espinha e exale ao voltar à posição ereta. A respiração profunda é extremamente benéfica, por isso encha os pulmões o máximo que conseguir.




Rito 4
Rito 4a 

Rito 4b

Rito 4c
Rito número 4
Primeiro, sente-se com as pernas estendidas para a frente, deixando uma distância de uns quarenta centímetros entre os pés. Mantendo o corpo ereto, coloque as palmas das mãos no chão, voltadas para a frente, ao lado das nádegas. Depois, incline a cabeça, fazendo o queixo tocar o peito. Em seguida, incline a cabeça para trás o máximo possível. 

Ao mesmo tempo, erga o corpo de modo que os joelhos dobrem enquanto os braços permanecem retos. O tronco e as coxas deverão ficar retos, horizontalmente em relação ao chão; os braços e as pernas estarão em posição perpendicular ao chão. Então, tencione todos os músculos do corpo. Por fim, relaxe ao voltar à posição inicial e descanse antes de repetir o exercício. Uma vez mais, a respiração é importante. Inspire profundamente ao elevar o corpo, segure a respiração durante a tensão dos músculos e exale completamente enquanto volta à posição inicial. Continue respirando no mesmo ritmo no intervalo entre as repetições.

Rito 5

Rito 5a
Rito número 5
Deite-se de bruços no chão. Em seguida, erga o corpo, apoiando-se nas palmas das mãos e dedos dos pés, que deverão ficar flexionados. Durante todo o rito, mantenha uma distância de cerca de 50 centímetros entre os pés e entre as mãos. Mantendo pernas e braços retos, arqueie a espinha e leve a cabeça para trás o máximo possível. Depois, dobrando-se nos quadris, erga o corpo até ele ficar como um invertido. 

Ao mesmo tempo, encoste o queixo no peito. Volte à posição inicial e repita. O rito talvez pareça difícil, mas garanto que, após uma semana de prática, você vai considerá-lo um dos mais simples. Quando o estiver executando com destreza, tencione os músculos por um instante, tanto no ponto mais alto como no mais baixo. E, ao abaixar o corpo, procure encostá-lo de leve no chão.

Na primeira semana você pratique cada rito três vezes ao dia. Depois, de semana em semana, vá aumentando as repetições de duas em duas, até estar fazendo cada rito 21 vezes por dia. Em outras palavras, na segunda semana execute cada rito cinco vezes; na terceira, execute cada rito sete vezes; na quarta semana, execute cada rito nove vezes por dia, e assim por diante. Em dez semanas você estará fazendo cada um deles 21 vezes por dia. Se for difícil repetir o primeiro rito, o de girar, tantas vezes quantas você faz os outros, não se preocupe. Dê as voltas que puder sem ficar muito tonto. Com o tempo você atingirá as 21 vezes.

Atenção:
Rito número 1
Girar pode provocar enjoo, dor de cabeça e perda do equilíbrio. Inicialmente, quando estiver começando neste rito, gire devagar. Sempre em sentido horário. Como o girar pode agravar certas doenças, consulte um médico.
Rito número 2
Se você tiver úlceras, dor lombar ou cervical, hipertensão arterial tratada com medicamentos, músculos abdominais fracos, tensão ou rigidez excessiva nos ombros ou nas pernas, esclerose múltipla, o mal de Parkinson ou uma moléstia parecida, fibromiosite ou a síndrome da fadiga crônica, pratique este rito muito lentamente e aumente o número de repetições em uma ou duas por semana. As mulheres menstruadas devem saber que ele pode agravar as cólicas ou ainda interromper ou deter o fluxo menstrual.
Rito número 3
Se você estiver tomando remédio contra a hipertensão arterial, evite ficar com a cabeça em posição inferior à do coração.
Rito número 4
Faça-o lentamente e acrescente apenas uma ou duas repetições por semana se você tiver hipertensão arterial controlada por medicamentos, úlceras, dor lombar ou cervical, músculos abdominais fracos ou rigidez nos ombros ou nas pernas, esclerose múltipla, o mal de Parkinson ou uma enfermidade parecida, fibromiosite, a síndrome do túnel carpal ou a da fadiga crônica.

Rito número 5
Faça o movimento lentamente e acrescente apenas uma ou duas repetições por semana se você tiver úlcera, dor lombar ou cervical, músculos abdominais fracos, rigidez nos ombros ou nas pernas, esclerose múltipla, o mal de Parkinson ou uma enfermidade parecida, fibromiosite ou síndrome da fadiga crônica.

Recomendação Geral
A prática dos cinco ritos pode desencadear muitas alterações físicas. Inicialmente, os ritos, que estimulam a circulação, podem ter um acentuado efeito desintoxicante, e este é um motivo para entrar gradualmente na rotina completa de 21 repetições. Ao começar, pode ser que você note que sua urina adquiriu uma coloração mais escura e um odor mais forte. Talvez sinta ardor ao urinar. 

As mulheres às vezes desenvolvem infecção vaginal. É possível que você repare numa mudança desagradável no cheiro do seu suor ou apresente leves erupções cutâneas. Pode desenvolver uma leve infecção das vias aéreas superiores ou dores nas articulações. 

Tais sintomas se manifestam quando o organismo começa a eliminar as toxinas e os poluentes depositados nos órgãos, nas articulações e nas membranas mucosas. Embora eles sejam temporários e devam ser considerados normais, consulte um profissional para ter certeza de que esses sintomas não exigem cuidados médicos.

Créditos: Doce Limão – Conceição Trucom
Livro "A Fonte da Juventude" de Peter Kelder

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A coisa mais difícil de ver é precisamente o que está diante dos seus olhos. Goethe

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