quinta-feira, 2 de junho de 2016

A dúvida é um ponto de interrogação. A fé é um ponto de exclamação!

Incerteza, hesitação, indecisão, receio, ceticismo, desconfiança, incredulidade e até prudência excessiva... A dúvida, traduzida por tudo isto e ampliada pela inquietação, nervosismo e ansiedade, interage com a nossa fé, perturba o espírito humano e produz perdas e sofrimentos. Estes sentimentos permeiam a nossa mente e funcionam como uma fé ao contrário.

Dúvida e fé coexistem, estão bem próximas, mas não podem interagir. Quando dúvida e fé se equivalem e interagem, ambas se anulam e não acontece nada. Já quando a dúvida é maior do que a fé, o resultado é justamente o oposto do que a pessoa espera.
O fisiologista italiano Antonio Dal Monte explica:
“A pressão psicológica cria uma resistência em seus músculos, que o impede de correr relaxado”.

Ou seja: o receio de não conseguir, o nervosismo, a ansiedade, interagem suas ações físicas e refletem negativamente no seu desempenho. Então ele perde. E assim é com todo o mundo. Muitas vezes você fica torcendo para que aconteça uma coisa boa, deseja aquilo com muita intensidade e ansiedade, mas no fundo do seu coração há um receio de que tudo dê errado. E o que acontece? Justamente o que você não queria.

A dúvida, materializada em receio, nos faz pensar que é mais fácil acontecer o mal do que o bem. E este receio gera a insegurança. A insegurança gera a dúvida de novo e, sem percebermos, entramos no círculo vicioso do fracasso. Como o cérebro humano aprende tarefas e funciona automaticamente para um grande número de ações, fazemos disso o nosso modus vivendi, e repetimos este círculo vicioso sem perceber. Tornamo-nos pessoas cada vez mais fracas e pessimistas e predispostas ao fracasso.

O que faz cada um de nós naufragar na fé é a dúvida apoiada no raciocínio lógico que insiste em acreditar apenas nas leis da natureza e duvidar de tudo aquilo que não pode ser compreendido. 

Jesus desafiou toda a lógica ao andar cerca de cinco quilômetros sobre as águas revoltadas do Mar da Galileia, como se fossem terra firma. Pedro também viveu esta experiência única. Mas, quando começou a afundar, Jesus, ao socorrê-lo, disse-lhe: “Homem de pouca fé, por que duvidaste?” (Matheus 14:31).

Pedro duvidou porque “sentindo o vento forte, teve medo” (Matheus 14:30).
Naquele momento em que Pedro vivia o que nos parece impossível, seu cérebro, automática e rapidamente, analisou a situação à sua volta e concluiu que aquilo era totalmente ilógico e perigoso. Teve medo de afundar e, do jeito que sua fé negativa creu, assim aconteceu!

Podemos conduzir o nosso pensamento para a fé ou para a dúvida. Podemos interagir com a certeza ou com aquilo que tememos. Se temos receio do fracasso e nele pensamos, iremos, mesmo não querendo, realizar aquilo que pretendíamos evitar.
Conclui-se, portanto, da observação de Jesus que, enquanto a fé pode até ser pequena, a dúvida nem sequer pode existir. E que posso conduzir meu pensamento para apenas ter fé, sem duvidar.

A dúvida faz da sua vida um caos. É infortúnio em cima de infortúnio. Com ela, você nunca irá superar seus problemas.
Duvidar por observar as circunstâncias contrárias, ou se deixar abater por fatos ruins não esperados, será o caminho seguro para o naufrágio pessoal e de todos os projetos em que você estiver envolvido. A sua vida será jogada de uma para outra parte como se fosse uma caixinha de fósforo no oceano.

Enquanto continuarmos prisioneiros de velhos hábitos, que nos fazem acreditar que é mais fácil ocorrer o pior do que o melhor, não poderemos desfrutar do poder ilimitado da fé que nos permite interagir com Deus para realizar todas as coisas boas que desejamos.

Diante de qualquer infortúnio ou desejo, raciocine sempre assim: “Posso conduzir o meu cérebro para crer somente e Deus não liga que minha fé seja pequena. O que Ele não quer é que eu duvide. Mesmo pequena, a minha fé será pura, sem nenhuma dúvida. E é com ela que vou interagir com Deus para realizar o impossível na minha vida”.

Créditos: Livro – “Quando não dá mais” - Juanribre Pagliarin 

Um comentário:

A bondade em palavras cria confiança; a bondade em pensamento cria profundidade; a bondade em dádiva cria amor. Provérbio chinês

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