sexta-feira, 19 de junho de 2015

A borboleta azul

Havia no alto da montanha um sábio. Diariamente, pessoas de todo o reino subiam a montanha para fazer perguntas ao sábio, que pacientemente atendia a todos.

E havia dois jovens garotos que sempre iam até o sábio, com a intenção de fazer perguntas para as quais o sábio não tinha resposta. 

Mas para todas as perguntas, o sábio encontrava uma resposta. Isso se repetia por semanas, meses…

Impacientes com o sábio, os garotos resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder. Então, um deles apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.

– O que você vai fazer? – perguntou o outro garoto.
– Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se o sábio disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Mas se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim, qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!

Os dois garotos foram então ao encontro do sábio, que estava meditando.
Ao chegar, o garoto logo disse:
- Tenho aqui em minhas mãos uma borboleta azul. Diga-me, sábio, ela está viva ou morta?


Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
– Depende de você. Ela está em suas mãos.
Assim é a nossa vida, nosso presente e nosso futuro. Nós somos os responsáveis. Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta. Cabe a nós escolher o que fazer com ela.

Autor desconhecido 
(Sabedoria indiana)

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A coisa mais difícil de ver é precisamente o que está diante dos seus olhos. Goethe

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