terça-feira, 6 de agosto de 2013

A história do beijo

As mais antigas referências ao beijo remontam a 2500 a.C., nas paredes do templo de Khajuraho, na Índia. 
Na Antiguidade,  as pessoas costumavam mandar beijos para os deuses

Também era comum, para gregos e romanos, o beijo entre os guerreiros, na volta das batalhas. Era uma espécie de reconhecimento. Aliás, os gregos adoravam beijar. Mas foram os romanos que difundiram o costume. 

Os imperadores permitiam que os nobres mais influentes beijassem seus lábios e os menos importantes, as mãos.  Na Escócia, era costume o padre beijar os lábios da noiva no final da cerimônia.  Acreditava-se que a felicidade conjugal dependia dessa benção. Na festa, a noiva deveria beijar todos os homens na boca, em troca de dinheiro. Na Rússia, uma das mais altas formas de reconhecimento oficial era receber o beijo do czar.

1200 a.C., no livro Satapatha (textos sagrados em que se baseia o bramanismo). Dizia: “Amo beber o vapor de seus lábios”.
Em 1000 a.C., o poema épico Mahabarata fazia sua citação sobre o beijo: “Pôs a sua boca em minha boca, fez um barulho, e isso produziu em mim um prazer.”

O Kama Sutra, famosa obra sobre os preceitos do prazer, escrito entre 400 e 200 a.C., descreve 3 tipos de beijos:
O nominal, que era o simples toque de lábios.
O palpitante, que permitia movimentar o lábio inferior.
O toque, em que se podia encostar a ponta da língua no lábio do outro.

A partir do século IV, a Igreja Cristã lutava contra a prática do beijo, pois queria abafar a sensualidade desse gesto. Foi instituída, então, a prática do beijo como um gesto religioso, de adoração às imagens de santos. Na Idade Média, o beijo foi acusado de propagar doenças do corpo e da alma.

Os soldados de Alexandre, o Grande, espalharam a arte de beijar pelas terras conquistadas. Em Roma, o beijo desmembrou-se em 3 versões:
Osculum, que era o beijo da amizade.
Basium, beijo entre homem e mulher.
Savium, o beijo mais sensual e voluptuoso.

Entre os gregos, o beijo tinha funções protocolares: servia para selar um acordo, ou para demonstrar respeito. O beijo diferenciava-se de acordo com o nível social: entre pessoas do mesmo nível, encostavam-se os lábios; se um deles era de uma casta inferior, o beijo era dado no rosto; e se as classes eram muito discrepantes, beijavam-se os pés.

As populações pré-colombianas acreditavam que a alma poderia sair pela boca, portanto, para eles, o beijo era um gesto quase suicida. Os índios brasileiros não conheciam o beijo antes da chegada dos europeus.
No século XVII, o beijo de língua (o savium) ganhou o nome de “beijo francês”, nome como é conhecido até hoje.

Muitas teorias existem sobre a origem do dia do beijo, mas nenhuma é confirmada como verdadeira. Uma delas refere-se à Itália, onde existiria um tal de Enrique Porchelo. O “Don Juan”  beijava todas as mulheres da vila, inclusive as casadas. No dia 13 de abril de 1882, o padre local, injuriado, ofereceu um prêmio em moedas de ouro às mulheres que não tivessem ainda sido beijadas pelo homem. Nenhuma mulher apareceu para receber o prêmio. Dizem que o padre morreu e o dinheiro continua por lá, em algum lugar.



Resumo de informações: clickeaprenda.uol.com.br e vocesabia.net

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A coisa mais difícil de ver é precisamente o que está diante dos seus olhos. Goethe

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