domingo, 4 de agosto de 2013

O poder da mãe que ora

Desde o ventre aprendemos a senti-los e amá-los. Os conhecemos melhor que qualquer pessoa. Conhecemos suas esperanças, seus temores, suas preocupações secretas, suas inseguranças, seus sonhos, seus talentos e suas habilidades. 

Os amamos mais que a própria vida. Estamos com eles quando estão doentes, quando vão pela primeira vez  à escola. Ficamos ansiosas e apreensivas quando saem para seu primeiro “vôo solo”, quando enfrentam seu primeiro dia de trabalho. Ninguém mais que nós desejamos que eles sejam bem sucedidos. 

Ninguém mais que nós, ora e deseja que eles andem nos caminhos do Senhor, pois sabemos que não haverá futuro promissor para eles longe de Deus.
Mas o Senhor não nos confiou apenas o cuidado das necessidades físicas, emocionais e espirituais de nossos filhos; concedeu-nos também um meio de abençoá-los. E esse instrumento é a oração. Um poderoso instrumento! Nada é mais importante para nós, que levar diariamente nossos filhos a Deus, em oração. Os desafios e perigos a que os filhos estão expostos muitas vezes nos levam a perder o sono, a colocar-nos de joelhos e a clamar a Deus para que os proteja e oriente. 

Quantas noites maldormidas! Quantas madrugadas em vigília. Não importa se os filhos são pequenos, adolescentes ou adultos. O zelo é o mesmo.
Desde a infância deles, nos preocupamos em dar-lhes condições de um crescimento saudável: físico, emocional, intelectual, relacional e espiritual. Que mãe não deseja que os filhos cresçam e se tornem adultos equilibrados, com potencial para uma vida feliz e de sucesso? Que mãe não sonha com um futuro promissor para eles, como frequentar uma boa faculdade, construir uma carreira promissora e que lhes ofereça uma vida confortável, constituir uma família feliz e sólida?

Quando pequenos, os filhos muitas vezes se expõem a situações de risco ou que podem levar a transformações profundas, algumas das quais nem sempre positivas. Mas eles estão em casa. Conosco. Sob nosso cuidado e proteção amorosos 24 horas por dia. E isso nos traz uma sensação mais tranquilizadora, pois tudo está aparentemente sob controle. 

Participamos do dia a dia deles, de suas decisões, de suas alegrias, de suas angústias e de seus medos. Fazemos parte do mundo deles de um modo muito mais abrangente e intenso, pois nessa fase a vida dos filhos e o mundo do lar é bem mais atenuante que o mundo exterior.

Mas os filhos crescem e com eles os desafios que precisarão enfrentar. As consequências frequentemente são muito mais sérias do que costumavam ser na infância e na adolescência. Os temores já não são do escuro, da disciplina por desobediência ou por negligenciar as tarefas domésticas ou escolares. Quando os filhos alcançam a idade adulta, a responsabilidade pelo rumo que sua vida tomará é totalmente deles. Não poderemos tomar decisões por eles, nem ajudá-los, se não pedirem nossa opinião. No entanto, quando eles deparam com as consequências desastrosas de decisões tomadas sem prévia orientação ou por desconsiderar sua opinião, conseguimos nos aborrecer e afligir.

Não raro, já prevíamos os resultados infelizes dessas escolhas equivocadas. Mais que isso, estávamos cientes do que arcaríamos, com eles, com essas consequências. No entanto, mesmo zangadas, somos incapazes de abandoná-los. Os amamos demais para isso.
Ninguém nos avisou de que ser mãe é para sempre, não é mesmo? E descobrimos que, não importa a nossa idade ou a deles, se estão perto ou distante, nossas preocupações como mãe apenas mudam de foco. Contudo, é preciso ter sempre em mente que não podemos estar com cada um dos filhos em todos os lugares e em todas as circunstâncias. 

Não podemos evitar o perigo que os cerca a cada momento. Perigo das drogas, da violência infiltrada nas escolas e presente nas ruas. Perigo das más companhias, das seduções do mundo, das más escolhas. Não podemos socorrê-los em dúvidas 24 horas por dia. Não seremos capazes de protegê-los a vida toda. Mas, ainda que nossa mente saiba racionalmente disso, emocionalmente nosso coração se aflige.

Se isso a conforta, não há mãe que não tenha passado pela mesma angústia. Aquela criancinha que cuidamos, que confortamos, ajudou nas tarefas de casa, com quem brincamos, sorriu e chorou, simplesmente cresceu. E nada pode mudar isso... Mas existe algo que sempre poderemos fazer por nossos filhos e que não depende deles. Podemos rezar a um Deus que tudo pode, e Ele, sim, está presente em todo instante da vida de cada um de nossos filhos.

Créditos: Livro “O Poder da Mãe que Ora” de Stormie O Martian

Um comentário:

  1. Amiga, muito bonita a mensagem, lembrei tb deste ditado:

    Deus não pode estar em todos os lugares e por isso fez as mães.
    Ditado judaico

    bjs
    Mônika

    ResponderExcluir

A coisa mais difícil de ver é precisamente o que está diante dos seus olhos. Goethe

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